Amigos e familiares da estudante universitária Amanda Rossi, assassinada no dia 27 de outubro de 2007, aos 22 anos, reuniram-se para lembrar e cobrar as autoridades sobre a morte da jovem, caso que continua até hoje sem solução. Uma missa em homenagem a ela foi realizada na manhã de ontem, na Catedral Metropolitana de Londrina, e contou com dezenas de pessoas vestindo camisetas estampadas com a foto da estudante.
Após a celebração, o grupo seguiu em silêncio, segurando faixas e cartazes, até o calçadão da Avenida Paraná, onde protestaram contra a demora para a solução do caso, além de rezarem o pai-nosso.
''Estamos aguardando que a polícia esclareça o caso porque eu particularmente, tenho fé de que isso será resolvido logo'', comentou Luiz Rossi, o pai da jovem, para quem a família só terá paz quando esse dia chegar. ''Enquanto isso não vou desistir. Todo mês, mesmo que esteja sozinho, não vou parar. Nenhum crime pode ser tão perfeito ao ponto de não saberem o autor.''
A dona de casa Maria Inácia da Silva Lopes, mãe do mototaxista Cléber Marcos da Silva Lopes, baleado dia 29 de setembro de 2007, também participou do protesto. Com um cartaz e foto do jovem, filho único dela que completaria 28 anos dia 17 de julho, a mulher espera que o assassino de Cléber seja preso.
''Faz um mês que o delegado me ligou dizendo que faltava uma testemunha para ouvir e até agora nada. Já faz dez meses que meu filho morreu. Cheguei a encontrar o assassino do meu filho e ele continua solto'', lamentou.
O delegado da Homicídios, Ernandez César Alves, afirmou ontem por telefone que as investigações do caso Amanda continuam, mas não deu mais detalhes. (Colaborou Érika Gonçalves)

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