As irmãs da Congregação do Sagrado Coração do Verbo Encarnado, que dirigem o Colégio Nossa Senhora das Graças de Cambará (22 km a noroeste de Jacarezinho), comemoram hoje 50 anos da morte da fundadora da instituição, Madre Carmela Prestigiácono. Católicos da região atribuem à intermediação de Madre Carmela uma série de graças alcançadas.
Para comemorar os 50 anos da morte de Madre Carmela, será celebrada missa em ação de graças hoje, às 19 horas, na Igreja Matriz (ao lado do colégio). ‘‘Nada melhor do que agradecer a Deus pela vida de Madre Carmela’’, disse a diretora do colégio, irmã Alba Leandro Pugas.
A congregação chegou ao Brasil em 1951 e Cambará foi a primeira sede da missão no País. ‘‘Eram três irmãs vindas da Itália a convite do Monsenhor João Belchior, pároco da época’’, contou irmã Alba. Segundo ela, a intenção do pároco era fundar uma escola católica na região.
‘‘O local era uma chácara doada pelo próprio monsenhor, em cumprimento de uma promessa feita por ele a Nossa Senhora das Graças para recuperar sua saúde’’, relatou. Em 1953, um segundo grupo de irmãs veio de Roma para ajudar a instituição. Dentre elas, a irmã Paulina Albanese, 68 anos, que está no colégio até hoje.
Irmã Paulina recorda que viajaram para o Brasil num navio antigo, que fazia sua última viagem. ‘‘Houve uma tempestade no caminho e quase afundamos. Todos os tripulantes passaram mal, inclusive um adolescente chegou a óbito’’.
Em Cambará, as irmãs passaram dificuldades. ‘‘Não tinha asfalto e morávamos em casas de famílias. Depois nos empenhamos em campanhas de arrecadação de fundos para construir o colégio’’. As irmãs faziam ainda um trabalho de evangelização na zona rural e ministravam catequese.
Hoje, a congregação conta com 11 instituições no País e 57 irmãs. Em Cambará, seis delas cuidam do Colégio Nossa Senhora das Graças, que atende 220 alunos no ensino regular de 1º e 2º graus. Cura Nascida em Palermo, na Itália, no dia 15 de outubro de 1858, desde pequena Madre Carmela sentiu-se chamada por Deus. Quando ia à igreja, chamava a atenção pela maneira como rezava diante do sacrário. Aos cinco anos de idade prometeu a Deus servi-lo e consagrar-se ao seu serviço para sempre.
Em 1874, entrou no Convento Sagrados Corações de Jesus e Maria, mas sentiu-se incomodada para fundar um instituto onde outras irmãs pudessem se dedicar à oração e à contemplação. ‘‘Foi assim que Carmela teve uma visão onde o Senhor lhe mostrava uma religiosa com o hábito do instituto que deveria fundar’’, disseram as irmãs.
No sonho, Carmela também foi avisada que seu confessor, padre Emmanuel Cali, iria contrair uma doença e que ele não deveria tomar a medicação indicada. ‘‘Aquela doença era sinal de que Deus o escolhera para ajudá-la na fundação do novo Instituto’’, comentou irmã Alba.
Segundo ela, o padre não deu crédito e tomou o remédio, piorando seu estado de saúde. Então resolveu experimentar suspender a medicação e ficou restaurado. A partir daí foi fundada a Congregação do Sagrado Coração do Verbo Encarnado, com a meta de ‘‘levar a luz da verdade aos lugares onde houvesse trevas’’, ou seja, ‘‘onde o amor de Deus ainda não fosse conhecido’’.
Mesmo na hora da morte, segundo irmã Paulina, madre Carmela se ofereceu ao Senhor em troca da revitalização da saúde de todas as freiras que serviam com ela, pois estavam todas de cama devido a uma epidemia de gripe forte no convento. Carmela morreu aos 90 anos.
As irmãs da congregação acreditam que madre Carmela intercede a Deus pelas pessoas que rezam por ela. ‘‘Tivemos notícias recentemente que um jovem na Itália foi curado de um tumor maligno no cérebro. O médico desenganou mas a força da fé da mãe do menino e a intercessão de Madre Carmela, conseguiram este milagre’’, disse irmã Alba.
Ela garante ainda outras graças alcançadas por intermédio de Madre Carmela. A congregação oferece aos fiéis santinhos e orações pela glorificação de Madre Carmela.Carlos AlmeidaFé e educaçãoIrmãs da congregação religiosa fundada por Madre Carmela Prestigiácono dirigem colégio em CambaráLuciane Tonon

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