Especialistas não cansam de repetir que a delinquência juvenil é fruto de um contexto social sem perspectivas para crianças e adolescentes.
Miséria, desemprego, narcotráfico, concentração urbana, baixa escolaridade e desintegração familiar, tudo acaba potencializando esse fenômeno.
Em países da América Central, esse quadro social fez surgir as chamadas ''pandillas'', grupos de adolescentes e jovens que se reúnem para praticar crimes.
Em El Salvador, quase 2 mil ''pandilleros'' estão presos em unidades criadas só para atender esse tipo de infrator.
Segundo a Direção de Centro Penal de San Salvador, metade deles são acusados de ter assassinado uma pessoa ou planejado esse tipo de crime.
Estima-se que 10.500 jovens - ou 0,53% da população de 14 a 24 anos - fazem parte desses grupos.
A repressão juvenil tem se mostrado cada vez menos eficiente.
Na Indonésia, país que adota a pena de morte, jovens têm sido usados por traficantes de drogas porque sabem que adolescentes cumprem no máximo 15 anos de detenção.
O resultado são prisões abarrotadas de crianças, como em Jacarta.
Os outros exemplos também não são bons. China, Congo, Irã, Paquistão, Iêmen, Nigéria, Arábia Saudita e Estados Unidos adotam a pena capital para menores.
Nos Estados Unidos, 79 jovens estão no corredor da morte. Mais de 135 mil atrás das grades. E lá está a mais elevada taxa de jovens criminosos do planeta. (Agência Estado)

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