Ney de SouzaPropostasMinistro Carlos Albuquerque, secretário municipal da Saúde, Sadi Buzanello, e o prefeito Harry DaijóOs ministros da Saúde de Brasil, Carlos César Albuquerque, Paraguai, Andrés Vidovich, Argentina, Alberto Mazza, e do Uruguai, Rául Bustos, estiveram reunidos, ontem, em Foz do Iguaçu, para participar do Mercosaúde - Encontro Mercosul de Saúde. Durante o encontro, foram discutidas propostas para a implantação de um sistema integrado de saúde nos países do Mercosul.
A implantação do novo sistema - que seria financiada pelo Banco Mundial - tem como objetivo principal a discussão dos mecanismos de pagamento adotados pelos países do Mercosul para sustentar o sistema de saúde pública. A principal conclusão do encontro é a de que a implantação da medicina preventiva é a saída para melhorar a qualidade do atendimento médico-hospitalar, porque reduz os custos com o tratamento de doenças e torna o sistema mais eficiente.
O ministro Carlos Albuquerque explicou que os 42 participantes da reunião debateram a necessidade da formação de médicos que atuem na área preventiva. ‘‘O sistema de saúde está necessitando de um novo profissional, o que eu chamo de médico da saúde. Um profissional que vai prestar atendimento ao paciente, desde a concepção até a velhice. Para isso, é preciso uma ação conjunta entre os financiadores do sistema, tanto público como privado, para a mudança da mentalidade do sistema de saúde.’’
Os quatro países do Mercosul (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai) têm praticamente os mesmos problemas na área da saúde: hospitais em condições precárias, filas em postos de sáude e alto custo para os governos. Segundo Albuquerque, existem algumas pequenas diferenças nos modelos adotados pelos países do Cone Sul, mas as soluções são as mesmas, pois o objetivo de todos os governos é ter uma população sadia e produtiva.
O deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB), relator da proposta da emenda constitucional que regulamenta fontes fixas para obtenção de receita para o sistema de saúde, afirma que os países do Mercosul devem ter vontade política para mudar o modelo curativo para a medicina preventiva. ‘‘Se continuar neste modelo (curativo) não há dinheiro que sustente um sistema público de saúde eficiente’’, conclui o deputado.
O Brasil tem hoje cerca de mil equipes de médicos, enfermeiros e agentes de saúde atuando na área da medicina preventiva. Para o deputado, que participou do encontro em Foz do Iguaçu, este é um número muito pequeno. Ele defende o investimento maciço na formação de profissionais que prestem atendimento preventivo, evitando que as pessoas fiquem doentes.

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