O Incra pretende assentar as famílias de brasiguaios no sul do Pará. Dentro de 10 dias, representantes do governo estadual e do Incra viajam para conhecer as áreas destinadas aos migrantes do Paraguai. A intenção, informa o ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, é solucionar a questão em curto espaço de tempo. O superintendente regional do Incra, Petrus Abib, entende que esta nova migração, intensificada nos últimos três meses, deixou de ser um problema localizado do Paraná para ganhar dimensão nacional.
Jugmann disse ontem, na instalação do gabinete itinerante no Paraná, que o Incra já iniciou, há um mês, conversações com o governo estadual para resolver este problema. O superintendente do Incra, Petrus Abib, diz que a medida de transferir os brasiguaios ao sul do Pará recebe apoio também do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). ‘‘Também vai se negociar com uma comissão dos brasiguaios para estes assentamentos’’, disse Petrus, informando que nos últimos três meses migraram ao Brasil 1.200 famílias. A situação delas foi noticiada pela Folha, no último domingo.
Jungmann anunciou que até o fim do ano pretende assentar no Paraná seis mil famílias, superando a marca do ano passado, de cinco mil. ‘‘Foram resolvidas no Estado 65 das 67 áreas críticas’’, comenta. Destas áreas, o governo pretende assinar dez decretos de desapropriação para assentamento, beneficiando 1.744 famílias, em 27 mil hectares. ‘‘Vejo que o problema dos conflitos no campo diminuíram no País, o que comprova o relatório da CPT’’, diz.
Quanto ao crescimento dos conflitos de terra no Paraná, o ministro rebate as informações da CPT, ao citar que o número de assentados estaria crescendo. ‘‘O que falta solucionar, vamos resolver’’, garante. Hoje, Jungmann vai estar em Guarapuava, onde implanta o projeto Casulo. ‘‘Em breve, vamos trazer para o Estado o Banco da Terra, para financiar a compra da novas áreas’’, diz.

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