Representantes de moradores dos bairros vizinhos ao Frigorífico Frigozé, localizado no Jardim Santa Mônica, na zona norte de Londrina, entregaram ontem ao ministro da Agricultura, Marcos Vinícius Pratini de Moraes, um dossiê contendo documentos e reportagens que desaprovam a reativação da empresa no bairro.
Cerca de 20 pessoas portando faixas contra a instalação do frigorífico recepcionaram a chegada do ministro ao aeroporto. Ele veio a Londrina para a assinatura de um contrato de cooperação técnica e financeira entre Embrapa e Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária (veja na Folha Economia).
Segundo o advogado Jorge Custódio, secretário-geral do Centro de Diretos Humanos (CDH) e morador do Santa Mônica, o ato teve o objetivo de sensibilizar o ministro. ‘‘O frigorífico só poderá funcionar se for expedida a licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF), vinculado ao Ministério da Agricultura. Queremos que esse dossiê seja anexado ao processo de licenciamento, para que a autoridade responsável se informe sobre todos os impedimentos existentes.’’
Ao receber o documento, o ministro Pratini de Moraes se comprometeu com a causa dos moradores. ‘‘Nós não vamos aprovar o projeto sem o parecer da área ambiental. Meio ambiente, no caso, inclui o cuidado com as pessoas que moram no local. Somos a favor do desenvolvimento com respeito’’, afirmou.
Ele designou o delegado federal do Ministério da Agricultura na região, Aílton Santos da Silva, para solicitar o parecer da área ambiental antes de liberar o licenciamento.

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