Ministro precisou intervir
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terça-feira, 12 de junho de 2001
De Curitiba 
Uma carta do ministro de Justiça, José Gregori, e a intervenção da Polícia Militar foram os dois fatores que motivaram o fim da rebelião na PCE. Desde de sábado os rebelados vinham solicitando que Gregori se pronunciasse oficialmente sobre a segurança dos líderes da rebelião. Ontem ao meio-dia, essa carta chegou. Ao mesmo tempo em que esperavam o documento, a PM passou a coordenar a administração da PCE, com isso o local foi fortemente cercado e água, luz e fornecimento de comida foram cortados.
As últimas negociações foram feitas pelo coronel Nelson Carnieri, do Comando do Policiamento da Capital. Desde cedo, os presos foram informados que a polícia tinha recebido a autorização do governador Jaime Lerner para ocupar o presídio naquele dia. Ao todo, cerca de 300 homens do Batalhão de Choque, da Cavalaria e do Batalhão de Guarda foram colocados na porta do presídio.
Com a pressão, os líderes do movimento (os presos César Augusto Roriz Silva e José Felício, conhecido como Geléia) decidiram interromper as reivindicações. Até aquele momento, os detentos já tinham realizado três túneis. Mas mesmo assim, eles se renderam por volta das 12 horas.
A decisão de se render não era do conhecimento do secretário José Tavares. Enquanto Tavares declarava, em seu gabinente, que o governo ia endurecer, os presos acertavam com o comando da PM a transferência. (I.R.)


