O ministro da Saúde, José Serra, assinou ontem em Maringá a liberação de R$ 810 mil destinados à ampliação do Hospital Universitário, outros R$ 2,1 milhões para a aquisição de equipamentos da maternidade, e falou sobre o programa Saúde da Família. ‘‘A saúde de Maringá é nota A’’, declarou Serra sobre os investimentos na área feitos pela prefeitura e governo federal. O ministro disse que o dinheiro liberado para o HU será utilizado na ampliação das UTIs.
O superintendente do HU de Maringá, Vicente Kira, disse que serão construídas e equipadas mais quatro UTIs adulto e outras seis pediátricas. Hoje o hospital tem apenas quatro unidades intensivas para pacientes adultos. Outros R$ 2,1 milhões já liberados pelo ReforSus, serão utilizados na compra de equipamentos para a maternidade. ‘‘Queremos iniciar as atividades até novembro’’, prevê o prefeito Jairo Gianoto (PSDB). O ministro Serra destacou também os recursos destinados ao programa Saúde da Família, que faz o atendimento preventivo domiciliar.
Para Maringá, que está com 59 equipes e atendendo cerca de 200 mil habitantes, o governo federal deve repassar R$ 245 mil mensais. ‘‘Aqui a área de saúde vai bem’’, previu o ministro. Ele quis deixar claro que a proposta do Saúde da Família, criado em 1994 e presente em mais de 3 mil municípios do País, não é acabar com os investimentos na área de atendimento. ‘‘Queremos manter um programa preventivo para dar condições de atendimento adequado no restante da rede’’, afirmou. Serra calcula que 75% da população do País depende do SUS.
Ele não quis comentar sobre as denúncias de irregularidades na obra da maternidade do Hospital Metropolitano de Maringá. Ele esteve na cidade para liberar recursos e se reunir com prefeitos da região, e disse apenas que ‘‘toda denúncia é investigada’’. Segundo Serra, o ministério já recebeu 20 mil ligações através do disque-saúde, a maior parte denúncias ‘‘que são apuradas dentro do possível’’. As irregularidades apontadas pelo Conselho Municipal de Saúde para a obra da maternidade são a falta de licitação, suspeita de superfaturamento nos custos da construção e o uso indevido de recursos do conselho pelo município.

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