Ministro libera R$ 1,1 milhão para sete municípios do Paraná
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Mônica Kaseker 
DivulgaçãoAlentoAlbuquerque, com Emília Belinati: Paraná deve receber R$ 14 milhões neste semestre, repassados pelo Ministério da SaúdeO ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, autorizou ontem em Curitiba a criação do primeiro Fundo de Medula Óssea do País, repassando R$ 200 mil ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná a serem usados na busca internacional de doadores. O ministro também autorizou a assinatura de contratos para 27 projetos de readequação física e tecnológica de hospitais do Paraná, envolvendo R$ 1,1 milhão. Os municípios beneficiados são Londrina, Porecatu, Faxinal, Umuarama, Jacarezinho, Mandaguari e São José dos Pinhais.
O Hospital de Clínicas (HC) é referência nacional no setor de transplantes de medula óssea. Desde a criação do serviço em 1979, já foram realizados 987 transplantes. O fundo é direcionado aos pacientes que não têm doadores compatíveis na própria família. Nestes casos, recomenda-se a busca internacional, que pode custar até R$ 50 mil. No HC o primeiro transplante entre não aparentados foi feito em fevereiro de 1995 - em quase três anos foram feitos 36 procedimentos deste tipo.
Há alguns meses a cobrança dos procedimentos para transplante de medula óssea no HC causou polêmica e a direção do hospital declarou que, como não havia recursos específicos para este procedimento, o transplante era cobrado dos pacientes que podiam pagar. Com o fundo, o serviço de medula óssea terá recursos para busca internacional e será reembolsado com apresentação das faturas ao Ministério da Saúde.
O Paraná apresentou 120 projetos para se habilitar aos recursos do Reforsus e até agora teve 53 aprovados. Do total de R$ 180 milhões a serem repassados aos Estados neste semestre, o Paraná deve receber R$ 14 milhões - R$ 11,9 milhões já estão sendo aplicados.
Em Curitiba, o Hospital Pequeno Príncipe também está recebendo recursos para readequação física e tecnológica. As prioridades do projeto Reforsus são assistência ao parto, saúde da mulher e do bebê durante o período pós-parto, além de urgências e emergências em áreas urbanas. O programa prevê a compra de equipamentos médico-hospitalares e material permanente, informatização e coleta e tratamento de resíduos tóxicos. O financiamento é de 85%, com recursos do Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento, com contrapartida de 15% dos órgãos municipais, estaduais ou federais a serem beneficiados.
O ministro Carlos Albuquerque fez em Curitiba uma avaliação da gestão dele, comemorando o equilíbrio das contas em 1997. Segundo ele, pela primeira vez nos últimos 20 anos os hospitais filantrópicos não fecharam o ano em crise. A mudança na estrutura administrativa do ministério e da política de saúde seriam as responsáveis pelos resultados positivos. O ministro disse que está investindo mais na prevenção e na capacitação dos Estados e municípios para o gerenciamento dos recursos descentralizados.
Ainda este mês uma equipe de técnicos virá do exterior para estudar mudanças nos repasses para procedimentos de médio e alto custos e internações. Precisamos tornar o sistema menos comercial, sem prejudicar os hospitais, disse o ministro.


