Ministro diz que tuberculose é a grande preocupação
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domingo, 24 de março de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba O ministro da Saúde, Barjas Negri, abriu ontem, oficialmente, o V Congresso Brasileiro de Epidemiologia, em Curitiba. O evento, que é dos maiores do País na área de controle de doenças, conta com a presença de 3,2 mil profissionais da saúde do Brasil, Europa e Estados Unidos. Em entrevista coletiva, Negri disse que a incidência da tuberculose no Brasil é a sua principal preocupação. Segundo ele, a doença atinge 100 mil brasileiros a cada ano, dos quais cinco mil morrem. A dificuldade é fazer com que o paciente conclua o tratamento. Caso contrário, a doença pode voltar ainda mais forte, afirmou.
No entendimento do ministro, as campanhas feitas pelo governo têm sido eficientes no combate ao avanço de epidemias. Prova disso é o mutirão realizado pela população, inclusive do Paraná, para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, disse. Ele contou que o governo está investindo R$ 364 milhões, este ano, no combate à dengue.
Até quarta-feira, os técnicos estarão trocando experiências sobre 2,5 mil trabalhos realizados no controle de doenças como dengue, tuberculose, sarampo, febre amarela e aids. Além de problemas como a gravidez na adolescência e Lesão por Esforço Repetitivo (LER). O congresso é realizado a cada três anos. Para o secretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Sobânia, é uma consquista para o Estado sediar o encontro. Teremos a oportunidade de mostrar que vivemos um dos melhores momentos no controle de doenças, disse.
O congresso terá 60 palestras, seis mesas-redondas e quatro conferências, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná. Hoje, fazem parte da programação cursos, palestras e duas mesas-redondas. A secretária de Saúde da Cidade do México, Cristina Laurell, ministrará palestra sobre as experiências em saúde daquela cidade. Às 18 horas, uma teleconferência aborda A Epidemiologia na promoção da saúde, por David Mcqueen, do Centro de Controle de Epidemias dos Estados Unidos (EUA).
Amanhã, o inglês Peter Smith, da Escola Tropical de Medicina de Londres, conta os desafios e experiências da Inglaterra no combate à doença da vaca louca que contaminou milhares de animais e pessoas em 1998.


