O ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes, fez ontem à tarde uma visita ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. A visita, anunciada como ‘‘de cortesia’’, acontece num momento importante, em que o hospital renegocia a dívida de R$ 21 milhões contraída com a Previdência.
Os débitos do HC com a Previdência correspondem a mais de metade da dívida total, que é de R$ 40 milhões. O diretor do hospital, Antônio Carlos Ligochi Campos, disse que algumas parcelas atrasadas foram pagas de abril para cá, mas que a instituição não tem condição de honrar de imediato o total devido.
A dívida, segundo ele, ‘‘atrapalha muito’’ o HC em negociações para obtenção de financiamentos para a compra de equipamentos e material de pesquisa. ‘‘Concluída a renegociação, esses R$ 21 milhões deixam de aparecer como dívida e passam a constar como necessidade de pagamento’’, explicou.
De acordo com Campos, que assumiu a direção do hospital em abril, a dívida mais problemática começou a ser resolvida. ‘‘Dos R$ 6,2 milhões que devíamos para fornecedores, passamos para R$ 4,4 milhões’’, afirmou. Segundo ele, a quitação parcial devolve a credibilidade à instituição, que em março chegou a reduzir o pronto-atendimento e enfrentar problemas por falta de material e medicamentos.
Ontem também foi liberada a primeira parcela, no valor de R$ 500 mil, dos R$ 4 milhões que o governo do Estado e a Prefeitura de Curitiba repassarão para o HC, conforme acordo assinado em abril.

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