‘Vamos criar mais escolas técnicas em Londrina’. O anúncio foi feito ontem pela manhã pelo ministro da Educação e do Desporto, Paulo Renato de Souza, durante discurso na inauguração do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Dolly Jess Torresin, localizado no jardim Cristal, zona sul da Cidade.
O ministro não quis entrar em detalhes sobre o Exame Nacional de Curso, o ‘Provão’, realizado anteontem em todo o País, porque trataria do assunto durante coletiva à tarde em Brasília. Sobre os tumultos ocorridos no Rio de Janeiro, Souza disse que ‘‘onde não houve atuação de agentes provocadores, as provas foram realizadas com índice de adesão e de respostas válidas muito elevados’’.
Questionado sobre a possibilidade de promover uma avaliação dos professores, ele afirmou que o exame do MEC vai contemplar toda sorte de indicadores sobre o ensino superior. ‘‘Quando divulgarmos o resultado deste exame, vamos divulgar junto esses indicadores para os cursos que foram submetidos ao exame.’’
Paulo Renato de Souza considera necessário avaliar os professores, sua formação e dedicação. Ele disse que, por isso, foi pedido aos alunos que avaliem a qualidade do curso. ‘‘O questionário que foi respondido no início do provão parece uma informação muito importante para o Ministério, para formarmos juízo sobre a qualidade dos cursos universitários no Brasil.’’
De acordo com o ministro, será divulgado o resultado de todos os indicadores das universidades e não apenas do exame feito domingo. A forma da divulgação está sendo estudada. ‘‘Vamos decidir ainda se publicamos o ranking completo em cada um dos indicadores ou por grupo, dos melhores e piores.’’
A polêmica que dividiu entidades, universidades e estudantes foi justificada pelo ministro pelo grau de insatisfação da sociedade em relação às instituições de ensino, tanto pública quanto privadas. ‘‘A sociedade quer mais da universidade.’’
Por outro lado, observou o ministro, a comunidade acadêmica precisa se abrir para esse debate. Ele pretende lançar um grande debate nacional ainda este ano ‘‘porque achamos que é importante uma reflexão da sociedade e da própria universidade em relação ao que podemos esperar e a contribuição que a universidade pode dar para o desenvolvimento da sociedade brasileira’’.
Mais importante que o provão, disse ele, foi a recente aprovação da emenda constitucional 14, que cria o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental. O ministro disse que está sendo solicitado empréstimo internacional e os recursos, caso aprovados, serão utilizados também para criação de mais escolas técnicas em Londrina. ‘‘Queremos uma educação básica de qualidade e educação profissionalizante.’’
Questionado sobre o programa do Governo do Estado, que acaba com matrículas em determinados cursos profissionalizantes, a partir do ano que vem, Souza disse ter uma ‘‘noção vaga’’ sobre o assunto. E apontou direção contrária à da Secretaria de Estado da Educação: ‘‘Temos que expandir ofertas em ensino profissionalizante’’.

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