O ministro dos Transportes, Eliseu Lemos Padilha, admitiu ontem a possibilidade de voltar a administrar as estradas federais que foram privatizadas no Paraná. De qualquer forma, ele diz que todas as tentativas de negociação no Estado terão que ser esgotadas antes de qualquer intervenção federal. ‘‘Esta é uma questão que cabe ao governo do Paraná e deverá ser resolvida por ele’’, afirmou Padilha. O ministro revelou que o Estado já fez algumas consultas em Brasília sobre o assunto, mas ainda não tem nenhum posicionamento firmado sobre o assunto. ‘‘Quando o governo do Paraná tiver uma decisão tomada, teremos que analisar o que faremos com as estradas’’, disse.
Mesmo que as estradas voltem para o governo federal, o pedágio deverá ser mantido. ‘‘Aqui no Sul e no Sudeste, existe a tendência de que as estradas sejam privatizadas’’, salientou Padilha. Segundo o ministro, o pedágio barateia os gastos dos próprios usuários. Uma pesquisa do Ministério dos Transportes mostrou que o motorista gasta 40% a mais em manutenção dos veículos quando trafega em rodovias em péssimo estado de conservação, além de gastar 58% a mais em combustível e perder 100% a mais de tempo. ‘‘Com a redução do custo, o motorista tem maior conforto, comodidade e segurança’’, disse ele.
O ministro descartou a possibilidade de unificação do preço do pedágio em todo o País. Segundo ele, as obras feitas pelas concessionárias são diferenciadas e não seria justa a cobrança de um valor único. ‘‘Quem gasta mais para a manutenção das obras necessita que o valor cobrado seja maior’’, afirmou Padilha.
Comissão - Mas se depender do secretário Estadual dos Transportes, Heinz Herwig, as estradas não serão devolvidas para o governo federal. De acordo com ele, uma comissão de técnicos está analisando o problema das empresas concessionárias e deverá dar um parecer até o dia 24 de abril. ‘‘Estamos dispostos a negociar com base neste relatório, mesmo que seja necessário aumentar o preço do pedágio’’, afirmou Herwig.

mockup