Ministério Público visita obras no Pool de Combustíveis
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quarta-feira, 14 de maio de 2003
Thiago Mossinie Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Representantes do Ministério Público e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) visitaram na manhã de ontem uma área no Ribeirão do Lindóia (zona oeste de Londrina), onde há um ano houve um vazamento de 100 mil litros de óleo diesel. A visita foi feita a convite das empresas integrantes do Pool de Combustíveis com o objetivo de mostrar obras implantadas no local, que visam evitar o risco do novos acidentes ecológicos. O vazamento do ano passado é considerado o maior já ocorrido em Londrina.
Segundo o chefe da área de Meio Ambiente da empresa Ipiranga, Altair Vasconcellos, já foram gastos R$ 1,5 milhão em melhorias para o local e R$ 5 milhões em medidas reparatórias e compensatórias. Ele disse que foram colocadas 12 barreiras de contenção para que o óleo não chegue ao ribeirão, em caso de novo acidente. ''Estamos fazendo a remediação do que foi contaminado com o monitoramento de água e solo e vamos fazer as ações necessárias independente de quem é o terreno'', afirmou.
As empresas integrantes do Pool de Combustíveis, Texaco, Ipiranga, Esso e Shell, foram multadas em R$ 20 milhões pelo acidente. Das quatro, a Shell é a única que não opera em Londrina, mas também foi multada por ter participado da compra do terreno onde está instalado o pool. Essa multa pode ser trocada pelo reparo dos danos causados ao meio ambiente. Além do rio, contaminado pelo diesel, uma área de mata nativa teve que ser desmatada para a realização dos trabalhos de contenção do óleo.
O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Cláudio Esteves, afirmou ter ficado com uma boa impressão das melhorias que estão sendo executadas. Entretanto, ele observou que existe um atraso na obra de modificação do sistema de tubulação que está sendo retirado do solo. Ao término da obra, a tubulação será toda aérea. ''O acidente ocorreu exatamente porque houve um vazamento na tubulação e como estava no solo demorou para ser constatado'', explicou.
Para o próximo dia 20, está prevista a reunião com representantes do Ministério Público, IAP e Pool. Esteves adiantou que na reunião será discutida a questão das medidas compensatórias a serem executadas pelas empresas. Conforme ele, as medidas devem ser realizadas não somente no Ribeirão Lindóia, mas em outros pontos onde aconteceram desastres ambientais.
Para o chefe regional do IAP, Ney Paulo, as empresas petrolíferas demonstraram estar bastante preocupadas e conscientes da necessidade de adotarem medidas que evitem outros desastres ambientais.


