Representantes das cerca de 200 famílias que no começo da semana passada invadiram uma área de preservação permanente no bairro Tatuquara, em Curitiba, vão se reunir hoje com promotores das Promotorias do Meio Ambiente e de Defesa do Consumidor. O objetivo do Ministério Público é investigar os danos ambientais causados no local e a possibilidade de venda irregular de lotes. Uma nova reunião está agendada para amanhã - também devem participar representantes da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT), da Prefeitura e da Polícia Militar. Segundo o coordenador das promotorias do Meio Ambiente do Paraná, Saint Claire Santos, em reunião realizada ontem com um dos proprietários da área, ficou comprovado que o terreno é particular e que os donos já ingressaram com uma ação solicitando a reintegração de posse. ‘‘O Ministério Público entende que as famílias devem ser relocadas’’, disse Santos. ‘‘Cabe ao Estado e o município resolver a questão’’.
A área vem recebendo novos invasores há mais de três anos, mas a chegada de novas famílias no local na segunda-feira de Carnaval chamou a atenção da Secretaria Municipal do Meio Ambiente devido a novos desmatamentos. Invasores foram retirados ainda na segunda-feira, mas voltaram ao local três dias depois. À noite, policiais militares iniciaram a demolição de 70 barracos. Revoltadas, famílias fecharam a BR-116 por cinco horas, queimando pedações de madeira e pneus.

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