O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Eduardo Nagib Matne, ingressou ontem com uma ação civil pública contra a Cachaçaria Água Doce, na Avenida Santos Dumont, 1.339, Jardim Aeroporto (Zona Leste) para suspensão de shows de música ao vivo no estabelecimento.
A medida foi motivada por um abaixo-assinado de moradores da Santos Dumont e da Rua Gago Coutinho. O bar havia sido autuado duas vezes em 2003 e uma em 2004 pela Secretaria Municipal da Fazenda por desrespeito ao limite de som.
''A lanchonete tem alvará de funcionamento, mas não para música ao vivo'', advertiu Matne. O promotor solicitou multa de R$ 5 mil no caso de desrespeito. A definição sobre o valor da punição, no entanto, dependerá do juiz.
A medição de som feita às 0h15 de 13 de março registrou 71,2 decibéis, ultrapassando o limite de 60 definido por uma portaria de 1980 do Ministério do Interior.
Segundo o coordenador de fiscalização de posturas da Secretaria da Fazenda, Olavo Barros de Azevedo Neto, as autuações da Água Doce variaram de R$ 330 a R$ 1,3 mil. ''A casa está sujeita a cassação de alvará'', confirmou.
Segundo Azevedo Neto, o proprietário deverá apresentar um abaixo-assinado a favor da música ao vivo na próxima semana.
O proprietário da Água Doce, Gustavo Arantes Bozolo, disse que ''uma minoria'' é contra a música ao vivo no local. ''Quero tirar o alvará, mas posso entrar com um mandado de segurança para garantir o som ao vivo no bar'', declarou.
''É uma forma que acharam para tirar o bar de lá. Só acho meio estranho que, somente após dois anos e oito meses de funcionamento, é que estão tomando esta atitude. Mas quero destacar que vamos atuar de acordo com a lei'', acrescentou Bozolo.

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