Ministério Público cobra uso de máscaras contra a Covid-19 de PMs de Londrina


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

A promotora de Saúde, Susana de Lacerda, pediu "a adoção de providências" dos comandos do 5º Batalhão e da 4º Companhia Independente da Polícia Militar de Londrina para policiais militares que não estão usando máscaras, uma das proteções essenciais contra a Covid-19. Os procedimentos administrativos foram abertos nesta semana. A Corregedoria da corporação em Londrina também foi comunicada sobre o problema. 


 

Ministério Público cobra uso de máscaras contra a Covid-19 de PMs de Londrina
Reprodução/AEN
 


No processo referente à 4ª Cia, o Ministério Público diz que vídeos de PMs durante uma apreensão de drogas sem a máscara chegaram pelo WhatsApp. Os servidores aparecem vistoriando uma casa. Na gravação, fornecida à reportagem pela assessoria de imprensa do próprio MP, além de toda a documentação, um dos agentes aparece com o equipamento de proteção. Além das filmagens, a promotora ressalta que recebeu "provocações de cidadãos". 



Procurada pela FOLHA, Susana de Lacerda não quis dar entrevista, mas explicou nos ofícios que "é essencial que os policiais militares cumpram as determinações, não somente considerando os riscos epidemiológicos ligados aos descumprimentos, mas para que inspirem confiabilidade à sociedade civil". Com essa declaração, ela relembra uma lei estadual de abril de 2020 que obriga a utilização das máscaras. 



O comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Nelson Villa, e o da 4ª Companhia, major Marcos Tordoro, também não quiseram falar porque ainda não tinham recebido os comunicados do Ministério Público. 



Covid-19 na PM



No 5ª Batalhão, por exemplo, mais de 100 policiais já foram infectados pelo coronavírus. No começo do mês, o cabo Marcos Sérgio Adati, 51 anos, morreu após contrair a doença. Ele trabalhou por 28 anos no órgão e deixou esposa e dois filhos. O PM trabalhava na Companhia de Trânsito. 



Vacinação


A imunização contra a Covid-19 já começou para a categoria e outras da área de segurança, como guardas municipais, policiais penais e bombeiros. A aplicação das doses foi questionada por Susana de Lacerda, o promotor Miguel Sogaiar e o procurador Raphael Bueno Santos, do Ministério Público Federal, que pediram a suspensão para que idosos e pessoas com deficiência tivessem prioridade. A ação foi negada pelo juiz da 4ª Vara Federal, Gilson Luís Inácio. 

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