Ministério Público cobra setor farmacêutico
O coordenador das promotorias de Defesa do Meio Ambiente, Sant Clair Onorato dos Santos, informa que já exige de distribuidores e farmácias da Capital que recolham as sobras vencidas e deem a destinação adequada. A medida, segundo ele, deve ser expandida para todo o Estado. O promotor critica o fato de não haver campanhas de esclarecimento da população para que seja feita a devolução dos remédios vencidos.
Em Londrina, embora não haja orientação aos usuários, os postos de saúde fazem a coleta de medicamentos vencidos. Depois, estas sobras são incineradas.
O coordenador técnico regulatório da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Douglas Duarte, alega que o descarte indevido de medicamentos é fruto de falha de toda a cadeia mas, principalmente, dos governos municipais. Além de termos um número de aterros sanitários inferior ao necessário, o isolamento dos existentes não é eficaz, gerando risco de contaminação ambiental, avalia.
Ele diz que a indústria farmacêutica estaria disposta a colaborar, mas se exime da responsabilidade de alertar seus consumidores. Arcar com o ônus da incineração dos resíduos não é a única forma de diminuir a contaminação. Deveria ser feita uma campanha de educação dos usuários por parte do governo e dos responsáveis pela dispensação dos medicamentos.
Quanto ao comércio de remédios fracionados, que poderia evitar sobras, o diretor diz que a indústria alterou o registro de diversos medicamentos desde 2006 para o abastecimento de farmácias autorizadas. Caso haja aumento na demanda, haverá um consequente aumento na distribuição destes medicamentos. A orientação da população deve ser feita pelos profissionais de saúde que prescrevem e dispensam medicamentos.
A assessoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que a discussão estaria a cargo do Ministério do Meio Ambiente que, por sua vez devolveu a responsabilidade à agência. (L.A.)





