Ministério libre R$ 1 bi para programa de saúde bucal
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sexta-feira, 21 de novembro de 2003
Marta Medeiros<br>Equipe da Folha 
Maringá A Coordenadoria Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde divulgou ontem, durante encontro técnico em Maringá, recursos de R$ 1 bilhão para o setor. O dinheiro será utilizado para a construção de laboratórios de próteses e de clínicas de especialidades, implantação de equipes de saúde bucal nos moldes do Programa Saúde da Família, compra de pastas e escovas para alunos da rede pública, além de equipamentos para fluoretação da água.
Segundo o coordenador nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca, é a primeira vez que o Ministério da Saúde aloca recursos deste montante para o setor. ''Até então, o máximo de dinheiro que o setor de saúde bucal coletiva havia conseguido era de R$ 90 milhões'', disse. Parte dos projetos já está em andamento, como os dois laboratórios pilotos de prótese dentária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que entram em operação no próximo mês.
Os laboratórios vão servir de modelo e treinamento para os profissionais que irão trabalhar em outras 354 unidades que serão construídas no País a partir do ano que vem. A coordenadoria pretende instalar também outras 354 clínicas de especialidades para tratamento de canal, periodontia e cirurgias de grande porte. ''Pela primeira vez o País terá uma política efetiva de saúde bucal coletiva'', afirmou o coordenador. Pelo menos R$ 700 milhões do total de recursos será direcionado para implementação das equipes de Saúde Bucal, no mesmo estilo de trabalho utilizado pelo Programa Saúde da Família. Atualmente, estão implantadas 5.830 equipes, sendo 389 no Paraná. Outra meta considerada de suma importância para a coordenadoria é da fluoretação da água do sistema de abastecimento.
Segundo Pucca, hoje não passa de 1,5 mil o número de municípios brasileiros que adicionam o flúor na água, cujo método é comprovado como redutor em 50% da incidência de cárie. ''Nosso objetivo é atingir 100% dos municípios brasileiros que hoje não cumprem uma lei de 1974 que obriga a fluoretação'', disse o coordenador. Serão destinados R$ 70 milhões para a compra de equipamentos.


