A assessoria do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde garantiu ontem que até segunda-feira a Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar) irá receber boa parte dos medicamentos que compõem o coquetel anti-Aids que estão em falta. O problema, segundo a assessoria, foi gerado por dificuldades na aquisição de matéria-prima provocadas pela ''Operação Vampiro'', deflagrada pela Polícia Federal no primeiro semestre, que desbaratou uma quadrilha que há 10 anos mantinha um esquema de corrupção na compra de hemoderivados.
Segundo o Ministério da Saúde, os laboratórios oficiais que produzem boa parte das drogas, como a Lamivudina e a Zidovudina (que formam o AZT), sofreram escassez de matéria-prima mas já voltaram a produzir. O Paraná e Minas Gerais devem ter prioridade no recebimento destes medicamentos. A promessa foi confirmado pelo diretor da Cemepar, Júlio Merlin. ''Assim que os medicamentos chegarem, em um ou dois dias serão disponibilizados para as regionais em todo o Estado'', assegurou.
Em Londrina, um dos coordenadores do Programa DST/Aids, Edvilson Cristiano Lentine, informou que dos 326 pacientes cadastrados para receber o Biovir, 50 conseguiram o medicamento. Com relação à droga importada Atazanavir 150 mg, ele explicou que os dois pacientes cadastrados têm o medicamento. Já os pacientes que usam o Tenofovir, dos cinco pacientes cadastrados dois retiraram o medicamento e existe estoque suficiente para os demais. Sobre o AZT, Lentine apontou que a saída deve ser a junção das duas drogas que o compõe. Dos 109 usuários cadastrados, apenas 37 conseguiram o medicamento.
Os pacientes que fazem uso do coquetel anti-HIV podem buscar informações através do telefone 3323-70-10 (ramal 224), no Centro Integrado de Doenças Infectocontagiosas (Cidi).

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