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Carne só pode ser vendida embalada e com data de validade

O Ministério da Agricultura iniciou ontem a fiscalização sobre a venda de carne embalada em açougues e supermercados de Curitiba e onze municípios da Região Metropolitana. O objetivo é reduzir o abate clandestino, responsável por cerca de 30% da carne consumida na cidade. Uma equipe do Serviço de Inspeção Sanitária do ministério, acompanhada de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal, percorreu pontos de venda de carne em varejo para verificar o cumprimento da Portaria 304.
A portaria estabelece que frigoríficos e atacadistas só podem vender carne embalada e os varejistas são obrigados a exibirem em local de fácil visualização para o consumidor informações sobre a origem, espécie, data do abate, sexo do animal e prazo de validade. A temperatura de armazenamento e exposição do produto não pode ser inferior a sete graus Celsius.
Além de açougues e supermercados, restaurantes, cozinhas industriais e até hospitais terão que cumprir as novas normas. Quem não obedecer a portaria está sujeito à multa que pode chegar a R$ 9 mil.
Os técnicos do ministério acreditam que não terão problemas para conseguir a adesão dos comerciantes às novas regras. ‘‘Eles não terão o que contestar, porque todas as medidas foram discutidas e baixadas por consenso depois de discutidas com Sindicato dos Distribuidores de Carne, frigoríficos e açougues’’, diz João Valdevino, do Serviço de Inspeção Sanitária.

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