O Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, vai financiar ONGs em todo o País para administrar campanhas de prevenção anti-Aids. O MS prepara também uma campanha para ser veiculada pela mídia com características regionais e enfocando a Saúde da Mulher e Aids. Os recursos para as ONGs e para a campanha será de R$ 25 milhões. ‘‘As práticas de prevenção estão sendo revistas e reestruturadas’’, adianta o coordenador do programa, Pedro Chequer.
Segundo ele, o número crescente de mulheres infectadas vai mobilizar campanhas nacionais e regionais uma vez que a perspectivas para o ano 2.000 é de que haja o mesmo número de mulheres e de homens com Aids. ‘‘Hoje a razão é de 3 para 1 nos casos de Aids e de 1 para 1 nos casos de soropositivos.’’
As ONGs devem participar intensamente das campanhas de prevenção. Para cada região do País vamos enfocar o problema da Aids com uma linguagem diferente e regionalizada. A intenção é envolver cada vez mais a iniciativa privada, as empresas de televisão e a sociedade de uma maneira geral. Somos todos responsáveis e não só o governo’’, argumenta.
O Ministério da Saúde pretende incluir na rotina dos serviços da rede básica de saúde, as orientações sobre prevenção da Aids. Não só para os que procuram explicações sobre a doença mas para todos os pacientes que forem a um posto de saúde ou a um hospital.
Os cálculos são para 400 mil pessoas portadoras do vírus HIV e cerca de 140 mil com Aids, em todo o Brasil. O MS também garantiu a distribuição do coquetel anti-Aids para todo o País. ‘‘Amanhã estaremos fazendo um treinamento de médicos para orientar sobre as diferentes combinações do coquetel’’, disse Chequer.

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