Cascavel - A Secretaria de Saúde de Cascavel está sendo suspensa do Programa de Saúde da Família (PSF) por não cumprir as exigências impostas pelo Ministério da Saúde. Em dezembro, o ministério enviou recursos referentes ao trabalho de 22 equipes, mas desabilitou duas em janeiro porque não cumpriam a carga horária diária de oito horas. Neste mês, não será repassado nenhum recurso.
Segundo a secretária Lilimar Mori, das 20 equipes que continuam habilitadas, sete não estão completas e nenhuma cumpre a carga horária. ‘‘Este mês eles resolveram firmar a cobrança e, a menos que a situação esteja totalmente regularizada até o dia 20, não mandarão recursos’’, frisa.
Lilimar assegura que o município não está sendo desabilitado, apenas suspenso. Ela acredita que em dois meses a situação possa começar a ser regularizada, mas confessa que deve haver perdas no início. ‘‘Vamos chamar as equipes, conversar com os profissionais. Saindo o resultado do concurso, preenchemos e mandamos a composição das equipes, com cumprimento da carga horária e outras metas’’, explica.
A secretaria vai deixar de receber R$ 75 mil do Ministério da Saúde, equivalente à metade do custo do programa em Cascavel. ‘‘Hoje, o PSF custa R$ 150 mil só em salário. A idéia é que tenhamos uma proposta dentro da realidade nacional de salário. Serão dez equipes completas num primeiro momento, em áreas a serem delimitadas’’, destaca.
Lilimar explica que o Ministério da Saúde paga para o município de acordo com o número de equipes implantadas, mas que estejam efetivamente trabalhando.

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