Curitiba

Kraw PenasMedicamentos são reunidos numa ‘cesta básica’ e distribuídos pela secretaria aos 399 municípos do ParanáO programa de farmácias básicas que o Ministério da Saúde vai lançar nos próximos dias já existe há dois anos no Paraná. A cada três meses, os 399 municípios do Estado recebem cotas com 40 tipos de medicamentos. O programa nacional deve seguir os mesmos moldes do paranaense, que foi pioneiro no País.
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúdeiniciou a distribuição da décima remessa de medicamentos. Cada remessa tem 1.301 cotas e cerca de 200 toneladas de remédios, distribuídos por meio das 22 regionais de saúde. O governo investe R$ 3,2 milhões no programa, com recursos do Tesouro do Estado e da própria secretaria.
A cesta básica de remédios tem antibióticos, diuréticos, analgésicos, vitaminas, sais para reidratação, entre outros. Dos 40 tipos, 12 são produzidos em laboratórios do governo e o restante vem de laboratórios particulares, após um processo de licitação pública.
Recentemente, medicamentos básicos para o tratamento de hipertensão arterial passaram a fazer parte do programa. Os remédios já estão sendo ministrados a cerca de 30 mil pacientes cadastrados em 70 municípios atendidos pelas regionais de Francisco Beltrão, Maringá e Campo Mourão.
Segundo o diretor dos Órgãos Produtores de Serviços e Insumos da Secretaria Estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, no próximo ano devem ser incorporados medicamentos para a saúde mental e diabetes (insulina). Com o lançamento do programa em todo o País, o Paraná também deve passar a distribuir os medicamentos para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas o processo ainda está em negociação.
A quantidade de medicamentos varia de acordo com critérios de saúde e sócio-econômicos do município. Piraquara, por exemplo, recebe oito cotas. Segundo a diretora do Departamento de Assistência à Saúde do município, Maristela França, a quantidade é suficiente para atender apenas uma das 16 unidades de saúde da cidade, durante 45 dias - o restante é financiado pela administração municipal. ‘‘O programa é bom, mas o governo deveria avaliar melhor as características regionais, já que alguns medicamentos sobram e outros faltam’’, avalia ela.
DesviosO governo estadual não cobra uma contrapartida financeira dos municípios, mas exige condições adequadas de armazenagem, prescrição e fornecimento dos produtos.
Para evitar desvios na distribuição dos remédios, os caminhões que fazem o transporte levam guias individuais de remessa, assinadas pelos responsáveis de cada município.
Apesar disso, o diretor da Secretaria de Estado da Saúde conta que, no ano passado, um vereador do município de Piraquara foi acusado de utilizar a distribuição de medicamentos na campanha eleitoral. O processo está na Justiça.

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