Apucarana Após três dias consecutivos de tentativas de rebelião, ontem o clima foi de tranquilidade no minipresídio de Apucarana, que detém 136 presos, quando a capacidade é de 80 detentos. No domingo de manhã, por motivo de segurança, a visita de familiares foi cancelada, o que provocou tumulto no local. Os presos colocaram fogo em colchões e papéis, chamando a atenção dos familiares que estavam na parte de fora do minipresídio.
A irmã de um dos detentos chegou a jogar pedras nos vidros do prédio e foi detida por policiais. Após controlar a tentativa de rebelião, a Polícia Militar realizou uma operação de revista, em que foram encontrados um carregador de celular dentro de um rádio, além de diversos objetos cortantes, como estoques e lâminas. Um pedaço de serra foi encontrada dentro de um chinelo. No sábado, outra revista havia sido feita, sendo encontrados 11 estoques de ferro e um simulacro de uma arma 765. A operação foi solicitada após a informação de que presos haviam retirado uma grade de proteção do esgoto, localizado no solário, para modelagem de estoques.
O capitão Eroni Roberto Antunes, que comandou a operação da PM, disse ontem que um dos líderes da rebelião teria dito que os detentos entrariam em greve de fome e se recusariam a tomar banho de sol para forçar a revisão de penas e a transferência de alguns deles. ''Entrei em contato com um dos promotores de Justiça e ele aguarda a conclusão do meu relatório, que deve ficar pronto amanhã (hoje), para que os casos do minipresídio sejam analisados'', afirmou. Antunes também informou que não conseguiu entrar em contato com o juiz da Vara Criminal Humberto Gonçalves de Britto, por este estar em júri durante todo o dia. Ele também explicou que as visitas serão normalizadas a partir deste domingo.
No final da tarde de ontem, o policial militar José Donizeti de Souza, que trabalha na segurança do minipresídio, informou que nenhum dos presos realizou greve de fome e que ontem o banho de sol foi cancelado por medida de segurança.

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