Maurício Borges
De Apucarana
A pedido do Ministério Público, o minipresídio de Apucarana poderá ser interditado nos próximos dias. A iniciativa é do promotor Sérgio Migliari Salomão, justificando que a estrutura do prédio, construído há nove anos, encontra-se em precárias condições, colocando em risco a saúde dos detentos. Ele também argumenta que, devido a infiltrações nas paredes e no teto, não está descartada a possibilidade de fugas.
Salomão lembra que as deficiências do prédio já foram informadas ao governo estadual, que até agora não adotou qualquer tipo de providência. ‘‘A situação chegou a um limite crítico’’, alerta. Além da cobertura danificada por vendavais, Salomão ressalta que o minipresídio não tem depósito de água e nem rede de esgoto. Segundo ele, o mau cheiro das fossas sépticas e a umidade constante tornam o ambiente totalmente insalubre.
Atualmente, o prédio abriga 87 presos, sete a mais do que a sua capacidade normal. O ofício solicitando uma perícia nas instalações do minipresídio já foi recebido pelo Instituto de Criminalística de Londrina, que nos próximos dias deve mandar uma equipe para Apucarana.

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