Minibuggies são atração no Igapó II
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de outubro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Londrina não é banhada pelo mar mas tem lago. Não tem praia mas tem áreas verdes nas proximidades dos fundos de vale. Com criatividade, estes espaços também podem virar opção de lazer. É o que vem acontecendo no aterro do Lago Igapó II, nas proximidades da rotatória que liga a Avenida Maringá com a Rua Professor Joaquim de Matos Barreto (Zona Oeste). Há cerca de três meses, o local se transforma em pista para passeios de minibuggy nas tardes de domingo.
Uma faixa exibe o preço convidativo: R$ 1,00 a volta. A partir de 4 anos, a criança pode sentar nos pequenos carros, acelerar e, por aproximadamente 70 metros, realizar o desejo de pilotar. Nos casos dos menores, um monitor vai junto para frear ou controlar o acelerador, se necessário. Os pequenos não se fazem de rogados. Ontem, apesar do sol escaldante do meio da tarde, os buggies não ficaram parados. A todo tempo, chegavam pais e mães querendo mostrar a novidade para os filhos.
Alguns já se tornaram clientes cativos, como o balconista Rodolfo Senger e o filho Felipe, de 8 anos. ''É uma forma de tirá-lo da frente do videogame'', justifica o pai. A família mora no Jardim Leonor (Zona Oeste), e Senger acha que vale a pena se deslocar até o Igapó II. ''Lá onde a gente mora não tem o que fazer aos domingos. Às vezes vamos ao shopping, mas acabamos gastando mais.'' Segundo o pai, a cota de Felipe para se divertir no minibuggy não passa dos R$ 15,00.
O corretor de seguros José Rui Pereira também gostou da idéia e ontem levou a filha Tainá, de 10 anos, para pilotar. ''Eu já tinha vindo com meu neto João Felipe, de 6 anos, e hoje resolvi trazê-la junto. Eles adoraram e querem voltar mais vezes.''
A iniciativa de alugar os veículos foi do bombeiro Paulo César de Oliveira, que associou-se a um amigo para oferecer o serviço nas horas vagas. ''Londrina tem poucas opções de lazer. Este é um espaço público e muito agradável'', argumenta. Oliveira conta que começou a trabalhar com os bugguies há cerca de três anos, onde hoje está sendo construído o Lago Norte, no Conjunto Milton Gavetti. ''Lá a gente tinha um movimento muito bom, mas tivemos que sair quando começaram as obras.'' No aterro do Igapó, ele tem recebido até 200 crianças em uma tarde de domingo.


