Brincar com pequenos objetos que imitam a vida real sempre foi um dos passatempos preferidos das crianças. No universo do faz-de-conta, os meninos mergulham na fantasia dos carrinhos e animais. Já as meninas afloram seu lado materno ninando bonecas e preparando comida em sua 'casinha'. Só que o se restringia à brincadeira de criança hoje está mais para diversão de gente grande. Encantados pela magia das miniaturas, muitas pessoas usam a técnica das maquetes e dioramas para reproduzir a história ou ainda para construir pequenas réplicas de locais importantes.
Colecionador de carrinhos há três anos, o consultor de empresas Paulo Fernando de Oliveira é um exemplo. Cansado de apenas colocar seus 'bibelôs' em prateleiras ou na estante, decidiu ousar. ''Queria que os carrinhos ficassem num cenário, um local que tivesse relação com os modelos'', conta. Para isso, ele começou a construir maquetes. ''A primeira foi uma oficina mecânica em papel. Hoje, uso vários tipos de material'', lembra.
Unindo o hobby da coleção com o prazer recém-descoberto, Oliveira não parou por aí. Vieram postos de gasolina, um barracão de sítio, sede de uma delegacia norte-americana e loja da Ferrari e de carros esportivos, todos com categorias de carros específicas. ''Fiz também a réplica do Corpo de Bombeiros e do Autódromo de Londrina. Reproduzi nos mínimos detalhes.'' Como se não bastasse, sua mais nova empreitada inclui uma rua de paralelepípedos em que terá de colar cerca de três mil papéis de apenas 2x3 milímetros um ao lado do outro. ''Já estou quase na metade.''
Ele tem outros dez projetos em mente, que inclui uma transportadora, onde ficarão vários tipos de caminhões. O que ele começou com papel hoje já tem preocupação com escala e proporção.''Cada vez mais vou aprimorando minhas técnicas. Uso vários tipos de materiais, de MDF e peças de computador a papelão e o que mais eu perceber que tem utilidade. Gasto muito pouco com material, cerca de R$ 20. O que sai mais caro é a parte do sistema de iluminação. Sem falar na mão de obra, já que para cada maquete fico cerca de três meses trabalhando'', revela o consultor.

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