Curitiba - Dias antes de morrer estrangulada, Lavínia levou comida para Mariano Torres Martins. O hábito era comum. Ela sempre perguntava para a família se tinha algo para dar de comer a ele, que vivia em um beco da região da Vila Esperança, em Curitiba, há sete anos.
Para o padrasto de Lavínia, Mário Luiz Castro, não há perdão possível para o suspeito. "Minha vontade é matar ele (sic) com minhas próprias mãos, só não fiz isso na hora pois levei a menina para um posto de saúde", conta Castro, dizendo-se dilacerado pela perda. Já a mãe revelou que morrera com a filha.
Não raro, a mãe perguntava: "por quê fizeram isso com um anjinho?". Junto da indagação sem resposta, diz que poderiam ter quebrado suas duas pernas, mas não cometido o crime contra uma criança. Depois da tragédia, a família pensa em se mudar da casa onde a tragédia aconteceu. "A mãe dela não quer mais viver nessa casa. As lembranças são muito fortes", diz o padrasto.
Castro vive com a Maura Rabeche da Rosa há nove anos. Considerava Lavínia sua filha. A outra garota, Vitória, 5, é filha do casal. O pai biológico de Lavínia já é falecido. (T.A.)

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