'Minha vitória será a deles'
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
Atualmente passando pelas sessões de quimioterapia após retirar a mama, a professora Ana Carolina Duarte Sanches descobriu o tumor em abril de 2018, sendo submetida ao procedimento cirúrgico dois meses depois. A descoberta de que tinha o câncer de mama veio em um momento de tribulação na vida familiar, quando ajudava a sogra, que também enfrentava a doença, porém em outro parte do corpo. Preparando-se para iniciar as sessões de radioterapia no começo do ano que vem, a pedagoga tem se mantido firme em sua essência: a alegria.
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"Há dois anos minha sogra foi diagnosticada com câncer, que já estava em metástase. Fui morar com ela junto com meu esposo e filhos para poder cuidar. Um ano e meio depois de iniciar essa luta com ela, a doença dela se agravou e descobri meu câncer. Quinze dias após o diagnóstico ela faleceu. Foi um susto para mim (a descoberta), perguntei para meu marido o que íamos fazer, pois já estávamos vivendo um momento difícil, ele me pediu calma e falou que tínhamos um Deus que sabia de todas as coisas", relembrou. "Foi a única vez que chorei e pedi para Cristo não tirar de mim minha alegria e fé", contou.
E nada disso foi retirado. Sanches contou para os filhos e familiares sobre a doença, recebendo deles a força que precisava para enfrentar o tratamento. "Todos foram solidários. Desde então tenho recebido um amor, uma disponibilidade da família, dos amigos. Minha vitória será a deles também. Minha alegria e fé têm me feito 'dançar na chuva' em meio a tempestade", comparou.

Mais do que mãe, Maria Clara Tarallo Duarte tem sido uma companheira para a filha mais velha. Ela expressou que a ciência sobre a doença de Sanches não foi fácil. "Estava viajando e quando me contaram meu mundo desabou. Me revoltei muito e questionava por que a doença era nela e não em mim, que já vivi bastante. Mas só chorei nesse dia e desde então tenho ficado junto dela. Tinha um brechó e meu amor por ele era grande, entretanto larguei tudo para cuidar da minha filha, acompanho ela em todos os lugares", emocionou-se.
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De mãos dadas, mãe e filha têm ajudado uma a outra, sempre com muito alto astral. "Ela me deu uma força que não sabia que tinha. Se ela não chora por que vou chorar? A Ana é muito feliz, ninguém lembra que debaixo do lenço (na cabeça) existe uma doença", afirmou Duarte, que esteve com Sanches durante evento sobre câncer de mama no Hospital Evangélico. "Senti um caroço no seio por meio do autoexame, fiz exame clínico, mas pela correria não abri. Foi crescendo e só voltei ao médico um ano depois. Se a mulher nota algo diferente, não pode fazer como eu", recomendou a professora. (P.M.)


