Os irmãos Franciele e Elber Galdino Azarias da Silva são o orgulho da mãe, a diarista Sônia. Por iniciativa dela, eles iniciaram um curso profissionalizante no Núcleo Espírita Irmã Scheila, em Londrina, e hoje já estão inseridos no mercado de trabalho: os dois trabalham em agências bancárias.
Elber, hoje com 18 anos, começou a frequentar a instituição aos 15. ''Meus amigos que me contaram do curso e minha mãe resolveu me matricular'', lembra o jovem que, no início, teve dificuldades para encontrar emprego e pensou até em desistir.
''Todos os meus amigos já estavam trabalhando e eu não. Fiquei desanimado e até faltei no curso por uma semana, mas a psicóloga do Núcleo ligava em casa todo dia para me convencer a voltar, até que eu voltei. Fiquei um ano estudando até conseguir meu primeiro emprego'', recorda.
Ele cumpriu um contrato de dois anos na Caixa como menor aprendiz e no final do ano passado foi efetivado. ''Após participar do Núcleo, minha vida mudou bastante, tenho mais responsabilidade e mais confiança da família'', avalia Elber, que lida diariamente com o público, na função de recepcionista.
Trabalhando oito horas por dia e cursando a autoescola à noite, ele ainda pensa em fazer cursinho e se preparar para o vestibular no final do ano. ''Não sei se escolho Enfermagem ou Administração'', comenta Elber, que com o salário do banco ajuda a pagar a alimentação da família e aproveita para comprar roupas e acessórios. ''Foi bom passar pela instituição, se não tivesse a experiência, ia ser difícil conseguir trabalho.''
Para a irmã dele, Franciele, 16, a oportunidade de emprego surgiu quatro meses depois de iniciar o curso de auxiliar administrativo. ''Na minha primeira entrevista já consegui a vaga'', comemora a jovem, que cursa o terceiro ano do Ensino Médio pela manhã, trabalha no Banco do Brasil à tarde e ainda frequenta as aulas profissionalizantes aos sábados de manhã. Franciele pretende cursar Administração.
Morando no Conjunto Pindorama (Zona Leste), a família também pretende ingressar o filho mais novo, Eric, 13 anos, em um curso profissionalizante em dois anos, pois, segundo Franciele, participar da instituição proporciona melhor qualidade de vida: ''É uma oportunidade aos jovens de não ficarem na rua, mexendo com coisa errada, além de ter contato com o ambiente de trabalho num primeiro emprego''. Para ela, vale a pena ter responsabilidade, mesmo tão jovem. ''Com o meu salário ganho ticket alimentação, vale transporte e ajudo nas despesas de casa.'' (M.G.)

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