'Minha reação foi de impotência'
Curitiba - ''Minha primeira reação ao saber que minha mãe era portadora de Alzheimer foi de total impotência. Eu levei uns dois anos para aceitar o quadro clínico dela, pois era mais fácil achar que era um problema de senilidade do que uma doença degenerativa, que não tem volta'', conta a jornalista Maria Elisa Pascholatto, que ficou sabendo em 2001 que sua mãe, Josefina R. Pascholatto, de 74 anos, era portadora da doença.
No início, segundo Elisa, sua mãe tornou-se repetitiva, atrapalhada, até chegar ao ponto de um dia sair de casa e se perder na rua. Este está sendo o ano mais difícil do processo. Josefina, que trabalhou a vida toda como comerciante e se aposentou há dois anos, teve depressão e chegou a ter dois surtos de confusão mental.
Apesar de não haver cura, o tratamento é essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente. A presidente da Associação Brasileira de Alzheimer no Paraná (Abraz), Joice Peters, acredita que um bom trabalho da pessoa que cuida do paciente, chamada de ''cuidador'', além de atividades extras com o doente podem trazer resultados mais significativos do que a própria medicação.
Nesse sentido, um dos trabalhos da Abraz, realizado em conjunto com a Prefeitura de Curitiba e o curso de fisioterapia da Universidade Tuiuti do Paraná, busca justamente apoiar a família e envolvidos diretamente com o paciente. Mensalmente são realizadas reuniões de orientação. Os pacientes podem ter acesso a sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, oficinas para a memória, além de hidroterapia, realizada em parceria com a Escola de Natação Amaral.
''Minha mãe já melhorou muito. Não está mais deprimida, continua vaidosa, quer sair, mas nós não deixamos porque ela pode se perder'', diz Elisa.





