Erick da Silva ficou preso no 2º DP, numa cela com outros três presos comuns, durante três noites e três dias. Saiu sob liberdade provisória e responde a processo por direção perigosa, porque dirigia o automóvel de seu pai sem Carteira de Habilitação e teria jogado o veículo contra policiais durante a tentativa de fuga. ‘‘A minha prisão tirou a paz de toda a minha família. Eu, meus pais e dois irmãos não temos mais tranquilidade para viver normalmente.’’
Ele conta que vive angustiado e não consegue se alimentar direito. ‘‘Estou muito nervoso. Tenho bastante insônia. E quando consigo dormir, tenho pesadelos todas as noites. É comum acordar assustado de madrugada’’, conta, lembrando que não foi agredido pelos presos colegas de cela. ‘‘A pior parte foram os xingamentos, empurrões, e chutes dados pelo Gomes. Além da algema e esta sensação de insegurança. Qualquer pessoa pode estar trabalhando na rua e, de repente, ser preso e maltratado por engano.’’ (O.C.)

mockup