Mineradoras são autuadas por danos ao meio ambiente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de março de 2003
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Guaíra Cerca de 10 portos de areia que funcionam irregularmente nas margens do Rio Paraná em Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama) estão sendo autuados e multados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Fiscais do Ibama de Cascavel e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Toledo estão desde quarta-feira na cidade fazendo um levantamento das mineradoras e aplicando multas milionárias.
Há mais de três anos, o Ministério Público de Guaíra instaurou um inquérito civil público para apurar os danos ao meio ambiente causados pela extração de areia no Rio Paraná. As mineradoras receberam vários prazos para recuar os depósitos de areia a uma distância mínima de 500 metros da margem do rio, reflorestar áreas degradadas, entre outras exigências ambientais. Mas as determinações foram ignoradas pelos empresários.
Alguns depósitos de areia lavada ficam dentro da área urbana. As montanhas de areia ameaçam a fiação elétrica e representam também um risco para as crianças que costumam brincar sobre as dunas. Os donos das mineradoras afirmam que o cumprimento integral de todas as normas ambientais, incluindo o afastamento da margem, inviabiliza o negócio.
Os fiscais do Ibama e do IAP vão permanecer em Guaíra até vistoriar e, se for o caso, punir todos os portos de areia. A Folha tentou ontem ouvir o chefe da operação, mas ele não foi localizado, nem retornou as ligações.


