Curitiba - O ministro do Meio Ambiente, Carlso Minc, disse ontem em Curitiba que a fiscalização e a punição contra aqueles que violam as leis ambientais ficarão cada vez mais rigorosas. ''Quem entrar na luta da legalidade ambiental vai ter nosso apoio. Aqueles que insistirem em desmatar e poluir vão sentir a mão pesada da Polícia Federal, da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais)'', disse.
Minc participou da Conferência Executiva de Segurança Pública para América do Sul, da Associação dos Chefes de Polícia (IACP). O ciclo de debates que ocorre dentro da Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública (Interseg).
A punição para os criminosos e o apoio para quem atua conforme as leis ambientais ocorrerão por uma série de decretos já firmados junto à Presidência da República. Na última sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a criação do Fundo Amazônia, que vai trazer um investimento de US$ 900 milhões para a região nos próximos seis meses. ''A proteção ao meio ambiente não funciona isoladamente. Esse fundo permite ampliar a possibilidade das pessoas viverem dignamente sem precisar devastar'', disse.
O Ministério instituiu ainda um fundo de controle contra mudanças climáticas. Não devem ser concedidas licenças a aterros sanitários que não fazem controle da emissão de gases poluentes no ar. Outra medida para conter o avanço da devastação e da poluição do meio ambiente está em uma parceria firmada entre o ministério, cinco bancos públicos e o governo.
A parceria tem a intenção de cortar o financiamento dos bancos para empresas que promovam a poluição. Em contrapartida, oferece crédito para quem agride menos. ''Temos que apoiar que investe em tecnologia de menor impacto. Essas medidas podem ser mais eficientes que o uso de fuzis'', afirmou Minc. Em setembro, o ministro fará uma reunião nos mesmos moldes com bancos privados. (T.A.)

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