A chuva e o frio impediram ontem a adesão de esposas de policiais militares de municípios da região de Maringá. Apenas um pequeno grupo de Mandaguari, Campo Mourão e Sarandi se juntou às 30 mulheres acampadas em frente ao 4º Batalhão da Polícia Militar em Maringá. Com cadeiras, elas formaram uma barreira na entrada do batalhão. Policiais militares estão pulando o muro para entrar ou sair do quartel. Alguns ‘‘abominam’’ a atitude desses colegas, porque acham que deveriam ser solidários ao movimento.
O protesto recebeu ontem o apoio de sindicatos e partidos políticos de Maringá. Um grupo de mulheres visitou o prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT), que manifestou-se favorável ao protesto e se dispôs a acompanhar as negociações entre a associação e o governo. As esposas também receberam doações de alimentos e frutas. Elas preparam as refeições no acampamento e conseguiram a liberação do comando para usar uma sala anexa à entrada do batalhão.
Em Paranavaí, as esposas também estão acampadas em frente ao 8º Batalhão da PM. Segundo a coordenadora Jussara Neves Ferrari, o protesto tem recebido pouca adesão de mulheres da região. Ela iria a Curitiba ontem para participar da reunião com o governo. Nos dois municípios, a troca de turno estava sendo realizada em postos de combustíveis e garagens de empresas. Segundo policiais, se o movimento persistir hoje podem começar a faltar documentos como boletins de ocorrências, além de prejudicar a manutenção de equipamentos das viaturas.
Em Apucarana, cerca de 20 esposas permaneceram ontem na entrada do 10º Batalhão, apesar do tempo chuvoso. O grupo, portando faixas com críticas ao governador Jaime Lerner, bloqueou o acesso ao quartel das 12 às 14 horas. As mulheres devem repetir o protesto hoje. (Maurício Borges, de Apucarana)

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