(Militão Repórter)

Paranaenses afirmam que o
Carnaval está acabando!
A marchinha diz que sempre é Carnaval. E pede: muita alegria pessoal! Outra bela marcha-rancho afirma que ‘‘este ano não vai ser igual àquele que passou...’’ Mais animado? Mais colorido? Mais saudosista? Com os casais voltando aos salões? Isto tem sido a esperança de presidentes e de diretores sociais de clubes nos últimos anos. Gasta-se bastante com a promoção dos bailes de Carnaval. A maioria dos clubes, dizem os diretores, amargam prejuízos. O Reinado de Momo, que deveria ser o de alegre folia, passou a ser apenas um cumprimento de calendário social e de grande expectativa para quem promove a festa.
O que se viu neste fevereiro de 98, foi uma repetição do ano passado: salões
quase que só com jovens, a grande maioria de bermuda e camiseta, nada de fantasias, poucos blocos, grande consumo de cerveja, musica baiana e bandas deixando a desejar. Faltando percussão boa, uma orquestra acaba com qualquer Carnaval.
Muita gente foi para as praias. E apesar das chuvas, acabou - casos de Caiobá e Guaratuba - entrando na folia, atrás dos trios elétricos. A rua desinibe mais o folião do que o clube! É o que parece. E os que não viajaram e ficaram em casa, tentaram ver o Carnaval pela televisão. Viram as escolas de samba do Rio e São Paulo e a folia baiana e pernambucana. Os flashes pelo Brasil mostraram que o Reinado de Momo está parecendo o britânico da rainha Elizabeth: mais desanimado que muito velório...
Dizem os entendidos que Carnaval é bom para quem está de namorada nova, de paixão recente, com grana no bolso, sem problemas e querendo provar que a vida é uma festa!
Alem disso, há um fator novo na parada: a Religião. Chamando casais e jovens para seus objetivos e promovendo até seus bailes carnavalescos, que chamam de Santo Carnaval.
Mas o que diz o povo. Esta página, cujo responsável estava de férias em fevereiro, perguntou a algumas pessoas de diversas cidades do Estado, o que fizeram no Carnaval.
Os Curitibanos
•Simone Parada, recém-formada em comércio exterior, pulou o Carnaval no Clube Santa Mônica e na praia de Caiobá. Gosta de dançar. Diz que o Carnaval tem tudo a ver com ela. Na Caiobanda, divertiu-se com as amigas. Apesar do seu sobrenome, ela se diz bem elétrica.
Jonas Festemberg, comerciante na Capital, viajou para o litoral para descansar. Claudia Pires, costureira, não brincou o Carnaval. Não gosta. Acha que tem muita depravação, gente pelada e também porque é evangélica. O Carnaval não agrada a seu Deus. Foi visitar a mãe em Abatiá.
Leandro Romazini, programador de computadores, não se liga em Carnaval. Não gosta de bagunça. Akiyoshe Kobyama, comerciante, passou o Carnaval trabalhando. Fábio Amaral, dono de uma eletrônica, não pulou. Não gosta de Carnaval.
Francisco Beltrão
•Vera Zatti, estudante, pulou duas noites no Clube Marrecas, em Francisco Beltrão, não gostou. Muita bebedeira e muita fumaça. Apesar de ter uma boa banda e boa segurança. Vanessa de Lima, também estudante, não brincou. Não se sentiu atraida.
Em Paranavaí
•Maria de Lourdes Sarabia é dona de casa em Paranavaí. Brincou em frente ao Bar do Quengo, no seu bairro. Disse que no ano passado estava melhor. Achou estranho pular ao ar livre. Janete Santana, vendedora, brincou duas noites no Clube Campestre. Gostou. Sem problemas nos bailes.
Santo Antonio
•Em Santo Antonio da Platina, Marilsa da Silva diz que não gosta de Carnaval.
Cesar Crespo, comerciante, brincou no Clube Platinense. Gosta muito da festa.
Descansou dois dias e pulou dois.
Em Ibaiti
•Ronie Teodoro, funcionário da Copel, ficou cinco dias em Guaratuba. E saiu na Banda da praia. Simone Regazzzo, proprietária de uma farmácia, não brincou este ano porque não teve folga. Foi a primeira vez quem não pulou. Mas gosta muito e ficou frustrada.
Cornélio Procópio
•Ana Paula Ferreira, estudante procopense, não brincou, porque acha que está ficando tudo muito bagunçado. Elisangela Valéria, secretária em Cornélio, não pulou porque o namorado trabalha à noite. Mas adora os bailes carnavalescos.
Em Jacarezinho
•Sandra Costa, estudante, diz que não gosta de Carnaval. Angela da Silva, empregada doméstica, pulou uma noite no Clube dos 40. Mas não gostou, achou que tem muita gente suada...Afirmou que sai sempre para paquerar, mas achou o Carnaval muito fraco em matéria de homem...
Em Umuarama
•Leonardo Revesso, de Umuarama, jornalista disse que o Carnaval naquela cidade foi muito animado, sem problemas. Vários blocos fizeram a festa ficar boa. O Clube Português promoveu o Carnaval com Deus, só com músicas que falavam de amor e de Deus. Cinco pessoas contatadas pelo telefone responderam que não pularam, porque são evangélicos.
Em Cascavel
•Renata da Rosa, estudante, brincou no Clube Comercial e diz que foi tudo bem. Baile agradável. Banda boa para dançar. Adriane Ranghetti, secretária, também brincou no Clube Comercial, um dos mais tradicionais da cidade. Adora o Carnaval, diz que é bom demais!
Os Maringaenses
•A doméstica Maria Lidia pulou a segunda noite do Carnaval de Rua de Maringá. Achou a banda boa e sem anarquia. Não é sócia de clube. Elizandra Gonçalves, estudante, pulou no Country Clube daquela cidade. Achou o salão vazio. Diz que o Clube Olímpico teve com o melhor Carnaval. Mas divertiu-se bastante. Reclamou do pai, que foi buscá-la muito cedo. Mas também reconhece que só tem 15 anos. O empresário João de Almeida foi com a família para a praia.
Em Foz do Iguaçu
•Roque Ovelar, radialista, não gosta de Carnaval. Não pulou. Passou os dias pescando no seu sítio. Acha que no Carnaval as pessoas abusam da bebida e da violência. Luciano Magrihi, auxiliar financeiro, brincou no Floresta Clube. Achou que a banda poderia ser melhor. O baile do Floresta sempre foi um dos mais animados daquela cidade. Seus amigos lhe disseram que os demais clubes não conseguiram lotar seus salões.
Os londrinenses
•Reinaldo Catarino, representante comercial, não pulou este ano. A esposa não gosta e ele não a contraria. Mas em sua opinião, falta ânimo, divulgação e trabalho na maioria dos clubes da cidade. Acha que o Carnaval está em decadência. João Monaretto Filho, industrial, passou o Reinado de Momo em casa. Alegou falta de grana para gastar no Carnaval. Silvia Cristina Silvestre, dona de casa, não pula. A família é evangélica. Sua religião condena a festa. Ana Glória, cabeleireira, não gosta de Carnaval. É do movimento carismático. Roberto Ortolani, empresário, brincou no Country Clube. Pertence ao bloco Uiscologia, formado por profissionais liberais. Disse que o ambiente estava bom, mas a banda tocou muito axé music. Reclama da falta de atenção aos filhos que já não são mais dependentes. Lorival Konchinski, pulou no Iate Clube. Disse que as batucadas que precederam os quatro dias de folia, foram muito boas, porque incentivou o público, que lotou o Iate. Os jovens dominaram a festa. Gostou da decoração, da segurança e da bateria da banda Wet. Mirela Martins, balconista, não pulou. Não gosta. Ficou em casa.
Em Resumo
•Fizemos cerca de oitenta ligações, com os números escolhidos aleatoriamente, isto é ao acaso. Muita gente se surpreendeu e achou que era trote. Outros pediram para não responder. Pudemos constatar que a Religião está exercendo grande influência nas pessoas. Os clubes terão que fazer grande trabalho para trazer de volta a alegria das famílias aos seus salões. Pelo andar da carruagem do que se viu este ano, o Carnaval de salão está perdendo cada vez mais a tradição, o seu charme e o seu clima de festejar a vida. E mais: as orquestras precisam melhorar seus repertórios, necessitam de boa profissionalização e o Brasil necessita de novos compositores musicais. Há muito tempo que não temos um grande sucesso de Carnaval. Aqui entre nós, o Réveillon também está na descendente. A maioria dos clubes não promoveu a festa da passagem de ano. E um dado triste: a juventude está tomando muita bebida alcoólica. Perguntamos a cinco deles por que os jovens bebem tanto. Resposta geral: ansiedade, solidão e receio do futuro...E finalmente: a maioria ouvida acha que o Carnaval de Salão acabou no Paraná e no Brasil. Acham que ou esta festa que já foi tão popular sofre uma reestruturação geral em sua programação, ou acabará sendo sepultada de vez. Isto dependerá, claro de uma série de fatores. Inclusive dos Prefeitos, Governadores e Presidente da República. Povo feliz, povo alegre. Povo triste, sem vontade de comemorar a vida, é povo que por algum motivo está descontente. O Carnaval tem sem dúvida muito de sociológico. Não vive só de samba, mulher, suor e cerveja! O Rei Momo está acuado por uma série de fatores: ou reage e conquista as pessoas ou seu reinado caminhará mesmo pouco a pouco para o fim. Seja Um Samaritano
O reverendo Osni Ferreira lança, amanhã, na Igreja Presbiteriana Central, em Londrina, a campanha Seja Um Samaritano, visando obter apoio para as obras sociais do Meprovi, entidade filantrópica que cuida de drogados, alcoólatras, dependentes químicos em geral, de idosos e agora de crianças pobres abandonadas. O Meprovi terá, de início, cinco casas-lares onde cada família ali instalada cuidará de dez menores. Com muito amor e respeito. Mas para isso o Movimento precisa da ajuda da população. Seja Um Samaritano!
Foto Josué de CarvalhoA modelo Jennifer Berger Manhães tem despertado a atenção de quem passa em frente as Pernambucanas.Atraindo o Público
Não há quem não olhe! Todas as pessoas que passam em frente as Casas Pernambucanas, no calçadão de Londrina, param para ver a performance do Manequim Vivo, Jennifer Berger Manhães, que se tornou grande atração durante esta semana. A gerência das Casas Pernambucanas atrai o público de maneira inteligente para suas promoções de liquidação e vendas em geral e incentiva esta nova profissão entre as jovens modelos e manequins. Viva Vovô!
O jogador Paulo Rink, de bisavô alemão,
ex-Atlético Paranaense acaba de ganhar cidadania alemã, com passaporte e tudo, podendo ser, inclusive, convocado para a seleção de futebol daquele país e disputar a Copa do Mundo na França. A tradição germânica manda reconhecer o ‘‘direito de sangue’’. Lá não é como aqui, onde se reconhece o ‘‘direito de solo’’. Remember o assaltante inglês Ronald Biggs que ao ter um filho com a brasileira Raimunda ficou numa boa por aqui. Filho de casal brasileiro nascido na Alemanha é tupiniquim mesmo...
O cirurgião Francisco Gregori e sua esposa, a médica Telma GregoriO Super-Bonder de Gregori
O Brasil todo tomou conhecimento e debateu o fato do cirurgião Francisco Gregori ter usado a conhecida cola tudo Super-Bonder para salvar uma senhora de Bela Vista do Paraíso, que já estava morrendo, pois surgiu um buraco em seu coração e não havia condições para sutura. Falou mais alto a criatividade do renomado médico, conforme já é do conhecimento geral. Ele revelou este fato pela primeira vez no programa Militão Repórter, pela Televisão Tropical, Rede CNT, entrevistado por Jair Pasini, na ausência de Oswaldo Militão, que estava de férias. Na verdade, o cirurgião foi provocado pelo entrevistador sobre o assunto. Bastou: Francisco Gregori acabou sendo ouvido por 8 emissoras de televisão, 16 jornais e 24 emissoras de Rádio. Inclusive concedeu entrevista pela Rede CBN de Rádio, a partir de Londrina, sob o comando de Paulo Ubiratã,
debatendo com médicos de São Paulo e do Rio. O Conselho Regional de Medicina elogiou a perícia e a criatividade do médico. A paciente estava sendo dada como morta, a equipe já se preparava para desfilar os aparelhos, quando o profº. Francisco Gregori teve a idéia: colou o coração dela com super-Bonder e salvou sua vida! Caro Chico: vamos tomar uma asti espumante Ricadona bem geladinha para comemorar a vida! Francisco Gregori, paulista de Bocaina, é cidadão honorário de Londrina. Ele merece. Segunda-feira, dia do Sogro!
Sogro rico e porco gordo só dão alegria quando morrem!
Esta frase já apareceu em pára-choque de caminhão, em revistinhas de piadas e
em conversas de bar. Mas pela rápida enquete que fizemos com pessoas de Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa, Maringá e Londrina, o sogro está em alta. E a frase soa mais como brincadeira. Noras e genros parecem que gostam deles. Pelo menos pelas respostas que nos deram:
•Elza Figueiredo, de Londrina, do lar, diz que não teve a sorte de conhecer seu sogro, mas segundo sua sogra ele era uma pessoa especial. Muito religioso, trabalhador e bom pai de família.
•Josefa Maria, outra dona de casa londrinense, diz que seu sogro é ótimo. Sua sogra já faleceu faz tempo. Ela afirma que apesar dos padrões antigos do seu sogro, ele não interfere na vida dela.
•Em Maringá, Elizete Melo, do lar, adora seu sogro. Diz que ele é quieto e não interfere na família. Diz que os seus filhos adoram o avô.
•O atendente José Francisco diz que seu sogro é gente boa. Ele se casou há dois anos e meio e diz que o pai de sua mulher não incomoda. É gente boa.
•Gisele Fuzer, secretária, considera seu sogro uma pessoa normal, bem acessível. Ela se casou há um ano e espera que ele continue sendo um segundo pai para ela.
•De Cascavel, Salete Haslinger afirma que gostava muito do seu sogro, que já faleceu. Era uma boa pessoa e que jamais se intrometeu em sua vida. Ele morava em Santa Catarina.
•Jandira Matoso, de Ponta Grossa, também gosta do seu sogro. Ele dá presentes para ela e seus filhos, sempre que pode.
•Paula Azevedo é noiva. É professora. Acha seu sogro uma beleza: gosta de tocar violão e cantar e pede a Deus que seu futuro marido seja como o pai: sempre bacana.
•De Curitiba, a professora Andréa Crepaldi afirma que seu sogro é legal. Desde quando ela era noiva, ele sempre a convidava para almoçar fora aos domingos. Faz isso até hoje.
•Flávia Carneiro, bancária, não sabe o que dar de presente para o sogro, mas deseja que ele viva muito tempo: é amigo, é um segundo pai para ela e o estima bastante. Sente até um certo ciúmes dele, que, viúvo há dois anos, vive paquerado por algumas viúvas e solteironas...
•Ernesto dos Santos Guimarães, comerciante, acha seu sogro legal, pela pessoa que é. Está certo que ganhou um apartamento dele, mas não é por isso. O velho é bacana mesmo!Clintonianas
Wilson Silva, direto de Curitiba:
1 - Sabe o que diz Bill Clinton para Hillary após a prática do ato sexual?
- Hill, my dear, estarei em casa dentro de meia hora...
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O Presidente dos Estados Unidos é mesmo o homem mais poderoso do mundo. Deve ser por isso que as estagiárias da Casa Branca se ajoelham diante dele...
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Do ex-governador Álvaro Dias: O político não abandona a política. O povo é que abandona o político. Quando isso acontece, só lhe resta ir para casa.

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