O presidente Bill Clinton transou ou não com Paula Jones? E com Monica Lewinski? E com outras anteriormente comentadas? Alguma delas estaria se vingando porque foi seduzida e abandonada? Ele prometeu montar apartamento, vida em comum, algum emprego letra Ó, mordomia não cumprida? Ou elas não entenderam que ele apenas teve um mero encontro sexual, para desafogar a cuca ou ter mais um momento de afirmação em sua vida, coisa de cabeça masculina? Ou ele amou, pensou que foi amado e acabou vítima do fervoroso feminismo norte-americano? Talvez, quem sabe, alguma amiga mais velha de uma delas induziu Paula e Monica a denunciarem o lado sentimental ou oportunista de Clinton.
Pode ser que como presidente do país, achou que teria direito à cama e mesa de qualquer mulher que desejasse? São perguntas que os Estados Unidos e o mundo inteiro fazem. Tudo porque o homem em questão é o mais poderoso do planeta, enquanto presidente dos EUA. Ou foi apenas um mero encontro de desejo sexual? Afinal de contas, a vida é momento, como já disseram Fernando Pessoa e Osmar Santos, ou como queria o poetinha Vinicius de Moraes: mulher é a nossa maior doença, mas é também o nosso melhor remédio. E se foi bom para os dois - ele e ela - nenhuma das mulheres envolvidas dirá e muito menos o chefe da Casa Branca. Com todo o poder que tem, controle remoto não pára coração e cabeça de mulher. Ele deveria saber disso. E nem também conseguiu controlar seus desejos, seus pensamentos, suas ambições. Isto ninguém controla, acontece. Deve estar tomando comprimidos para dormir um pouco.
Hilary Clinton, a esposa magoada, sai em defesa do marido e afirma categoricamente que a extrema direita fundamentalista quer liquidar com o presidente. Seriam os Republicanos? Quem sabe. O Serviço Secreto dos Estados Unidos deve saber. Mas, no íntimo, Hilary deve estar sofrendo. Ter que manter uma postura de primeira-dama, elegante, quando, dizem muitas mulheres, deveria era mandar Clinton às favas! A não ser que tenha um estilo muito light de viver. Mas aí, ao manter calma tão aparente, ela demonstra claramente que seu tesão pelo marido já era. Ou nunca foi. Já disseram os mais experimentados: o sexo é passional. Porque a mulher que ama seu macho, quando toma conhecimento da traição, faz escândalo, grita, berra, chora, perde o brilho, a razão de viver, a sua paz e manda tudo para o inferno. Quando não ama, faz apenas pose para as amigas, para o círculo de amizades ou tenta salvar pelo menos seu patrimônio. A mulher que é gamada em seu marido ou companheiro, a fêmea de coração pulsando, batendo a mil por hora, manda tudo para a pqp. Patrimônio e tudo o mais. Seu amor-próprio fala mais alto, ela é fera ferida. E aí sai de baixo. Ou então não ama.
Mas se não há mais amor, como dizem ser o caso de Hilary, que estaria se esforçando ao máximo de suas forças para manter as aparências, não ajude o cara a enganar todo mundo, inclusive a Justiça do país, que é coisa que o norte-americano mais idolatra, depois do dólar... E a sensação de perda será apenas uma questão de tempo. Hilary é uma mulher bonita, inteligente, excelente advogada, dizem todos, e tem condições de suportar tamanha bronca e superar tudo depois. Tem dinheiro para custear despesas com terapeuta e todo o auxílio que precisar. Ela não é atriz. É uma mulher que teve o seu ego abalado e exposto aos olhos do mundo. Deve estar sofrendo bastante, apesar dos latinos dizerem sempre que o sangue que corre nas veias dos anglo-saxões é bem frio. Ou estaria sendo cúmplice do marido, para evitar que outras broncas mais sérias para o país apareçam?
E outra coisa: no amor e no sexo, questão cultural é balela. É mentira. O cara, casado ou amasiado, que é vidrado em sua mulher, não a divide com ninguém. E muito menos a mulher divide o marido, como teria que ser no Caso Bill Clinton. Mas Hilary está permitindo aquilo que o caboclo brasileiro chama de ‘‘tocar a roça à meia’’. Vale o que rola nos lençóis da vida, e, portanto, a cultura, a elegância social e o resto que vá pra tonga da milonga do cabuletê! De mãos dadas com a filha Chelsea (que está segurando uma barra danada), o presidente dos Estados Unidos passou o fim de semana sem pensar na vida, sem querer saber a hora de voltar...
John Kennedy teve mais sorte do que ele. Amou mulheres do quilate de Marilyn Monroe, esta sim, passional, provocante, uma fêmea animalesca que desafiou o mundo ao cantar o parabéns a você para JFK, em frente de Jackie, a bela esposa dele, em pleno Madison Square Garden, em Nova York, repleto de gente famosa, bonita, inteligente e etc. Uma declaração explícita de amor proibido. E mais: beijou de batom ultravermelho, a cor do pecado, o colarinho da camisa de Kennedy. E jamais o acusou de assédio sexual. Bill Clinton meteu-se com mulheres medianas e de certa pobreza em tudo: em beleza, em sex-appeal, em behavior e em estado de espírito. Teve mau gosto e má sorte. E pelo que parece, usou e agora está sendo usado. A lição está sendo dura: não se brinca com as coisas do coração e com o fogo das paixões humanas. O risco de se queimar é muito grande. Fumacinha santa só a do Vaticano... E mais: está sendo difícil para ele tapar o sol com a peneira. Mesmo com todo o poder que a Casa Branca lhe confere. Resta-lhe apenas tirar a maquiagem, enxugar carinhosamente as lágrimas do rosto de Hilary e se preparar, pois num país como o dele, este show ainda vai demorar para terminar!
OSWALDO MILITÃO


Anibal vieira
A bonita e elegante jovem senhora Luciana Pagan Cardoso em noite de inauguração do Moinho D’água em Londrina









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