O delegado
Encontramos o delegado Clóvis Galvão, chefe da Divisão de Policiamento do Interior, no aeroporto de Curitiba. Estava também no último vôo da Rio-Sul direto a Londrina e, quando soube do fato, protestou. Acha que a empresa deve rever a decisão e colocar pelo menos um vôo Curitiba-Londrina entre 18 e 21 horas. Na conversa comigo e outros amigos, Galvão afirmou: 'Eu nasci em Londrina, eu amo a nossa terra. Eu sou do Jardim Bandeirantes. Meu pai carpiu café num sítio ali. Devemos lutar pela qualidade de vida do nosso povo.' Perguntando sobre o que fazer com o crescimento do crime, Clóvis Galvão disse o seguinte: 'Antigamente, eramos treinados para enfrentar quadrilhas de assaltantes. E o fazíamos com competência. Hoje temos pela frente jovens drogados, que saem furtando, roubando e matando feito um bando de malucos. E não temos mais vagas nas cadeias e penitenciárias. Estão lotadas. Os drogados superaram em muito aos lombrosianos. E comparem Londrina com Maringá. Como lá não há favelas e nem assentamentos, o número de criminosos não cresceu.'

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