A Banca do Correio
Pedro Fábio Baptista Taramelli, estudante, fazendo cursinho para o próximo vestibular da UEL, em janeiro, também trabalha com os pais na Banca do Correio, que foi fundada por seu avô, Pedro Taramelli, de saudosa memória. Londrinense, cresceu em Maringá onde viveu com a família até 2000. De volta a esta cidade, sempre que os estudos permitem lá está ele na banca. Lê bastante. Conta que a Folha continua o jornal mais vendido da cidade e que esta coluna é bem comentada pelos leitores. Pedro Fábio acha que a populaçao deveria ler mais jornais e revistas. Ficaria melhor informada, com mais cultura e em condições de cobrar mais dos governantes. Vai votar pela primeira vez no pleito deste ano. De Maringá, tem saudades da tranquilidade da cidade, que é mais segura do que Londrina. Aqui, gosta muito de sair com os amigos que já fez. A mãe, Marilene, é professora de Educação Física, formada pela UEL, e leciona em escola municipal. O pai, Edson Taramelli, é agrônomo e administra a histórica Banca do Correio, que tem 42 anos de existência, pois foi aberta em 1960. Até hoje o recorde de vendagem da Folha ali foram as edições da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, e aquela, creio que em 1973, em que este colunista publicou uma foto memorável colhida pelo fotógrafo Anibal Vieira da Cruz, durante jantar dançante oferecido em homenagem ao Botafogo de Futebol e Regatas, que aqui veio jogar, com Jairzinho, então tricampeão do mundo e companhia. Ele fez a foto do craque e foi o caso de atirar no que viu e acertar no que não viu. Nem eu vi. E passou despercebida por pelo menos seis pessoas na confecção do jornal. Mas como mulher é sempre detalhista, alguém viu e a cidade viu e toda a região, o Paraná todo quis ver. Teve leitor que vendeu a edição pelo equivalente a 100 reais.

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