A História da UEL

- A criação da Universidade Estadual de Londrina foi uma luta de homens que sempre amaram esta cidade. O jornalista João Milanez relatou parte da história da maior instituição de ensino do interior do Paraná, ontem, em nosso programa pela TV Tropical. O empresário Arlindo Fuganti, que viu a entrevista, telefonou-nos para concordar plenamente com o que disse Milanez. Ele e muitos outros londrinenses tambem fizeram campanha pela criação da UEL. O ex-prefeito Dalton Paranaguá completou, pelo telefone, os dados sobre a criação da universidade, que está em greve há 116 dias. No governo de Paulo Pimentel, ele, o ex-secretário da fazenda Orlando Mayrink Góes e o jornalista João Milanez fizeram maciça campanha para a criação da UEL. Chegaram a visitar várias prefeituras da região, pedindo apoio. Inclusive, neutralizaram a ciumeira de Maringá, prometendo apoio à criação da UEM, o que também aconteceu. Na fundação que existia aqui, Dalton, Secretário da Saúde, era o representante do Governo do Estado, quando escolheram o local (o campus atual) e Pimentel desapropriou. Só que era preciso medir a área. Mas o então prefeito José Hosken de Novaes não tinha topógrafos para a tarefa. Paranaguá conseguiu junto a Saul Raiz, secretário de Obras, dez topógrafos, que mediram os 57 alqueires. O diretor do Diário Oficial do Paraná, não se sabe a razão, negou-se a publicar o ato de desapropriação. Orlando Mayrink Góes deu um jeito e trouxe o documento para a Folha de Londrina, à noite, e por volta de duas da manhã, a decisão oficial estava divulgada. A fazenda pertencia a uma família de São Paulo, onde, coincidentemente, um dos integrantes havia sido professor de Paulo Pimentel no Largo São Francisco em SP. O primeiro reitor da UEL nomeado não ficou sabendo que era ele (um dentista, dos quadros da Arena, dizem) e nem tomou posse, claro. Quando souberam, Orlando Mayrink Góes e Dalton Paranaguá foram ao governador Paulo Pimentel e protestaram. Paulo mandou buscar a ata da nomeação e entregou-a Mayrink Góes. E perguntou: quem é o reitor que voce querem então? Os dois responderam: Ascêncio Garcia Lopes, diretor da Faculdade de Medicina (que já funcionava). Que quase não ficou no cargo, por causa do governador seguinte, Haroldo Leon Peres. Aí já é outra história. Querem saber mais? Então perguntem ao colunista.
OSWALDO MILITÃO

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