Militão repórter


Londrina
impressionou Embratur

Arquivo FolhaNewton Sborgi preside o Sindicato das empresas hoteleiras e gastronômicasO presidente da Embratur, sr. Caio de Carvalho, ficou muito impressionado com o potencial de Londrina, quando de sua vinda para abrir o 1º Seminário Norte-Paranaense de Empresas Hoteleiras e de Gastronomia. Sobretudo, a respeito da estrutura básica da cidade. Foi o que disse a Newton Sborgi, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, seu anfitrião em Londrina. Após a palestra, ele passeou com Newton e o prefeito em exercício Alex Canziani, para conhecer melhor a cidade. Disse que deseja um relacionamento mais íntimo com Londrina e deixou inclusive o número do seu celular para novos contatos. Informou que há recursos em Brasília e um deles, já liberado, para folders e material promocional destinado ao município londrinense. Outras presenças marcantes foram as do deputado Sérgio Spada, da comissão estadual de turismo e de Fernando Fontana, diretor do BRDE, que falou sobre as novas linhas de crédito para hospedagem e restaurantes. Lamentou-se a ausência dos prefeitos da região, todos devidamente convidados.
Mulheres investindo
Aplaudiram a presença de novos empresários do setor, inclusive mulheres que desejam investir em hotelaria nas regiões de Jacarezinho, Santa Mariana, Bandeirantes e Primeiro de Maio. Este repórter não ficará surpreso se surgir um belo hotel resort em Primeiro de Maio, um outro em Jacarezinho e um parque temático entre
Cornélio e Bandeirantes. Tamarana também está entrando na área, com o prefeito Edson Siena demonstrando grande interesse e agilizando reuniões a respeito.
Quer valorizar mais o seu novo município e através do turismo poderá conseguir seu objetivo. E atenção senhores prefeitos: em dezembro expira-se o prazo para o programa de municipalização do turismo. Até agora já foram credenciados cerca de 1.300. Londrina está entre eles. E Ibiporã? E Cambé? A Brastemp retirou da televisão o seu anúncio em que uma noiva chamava os primos do marido de trastes. Estava pegando mal. E perdendo vendas.
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O ator Bruce Willis comentando sobre o jovem e bonito Leonardo di Caprio que foi visto de mãos dadas com Demi Moore: ele é como se fosse uma amiga dela... Vai nessa!
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A Rio Sul completou 21 anos e está comprando mais 15 jatos. Está dando mais lucro que sua mãe, a veterana Varig.Quando é que o voto deixará de ser obrigatório nas eleições da OAB?
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E lembrando a Ordem dos Advogados: o Conselho Federal negou apoio a 36 pedidos de novos cursos de Direito no Paraná. Dois em Londrina.
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Maringá tem duas Faculdades de Direito. A da UEM e uma particular. Agora, mina de ouro mesmo é a de Presidente Prudente, que tem 1.200 vagas. A 500 dólares a mensalidade, façam as contas. Por que só
homenagear os ingleses?
A família do major Evergisto Capucho foi a primeira a chegar

J. PedroValter Durães Monteiro diz que os ingleses eram contra a cafeicultura na região.Muito ligado às coisas da nossa Londrina querida, Valter Durães Monteiro, de família pioneira da cidade, me procura para dizer que não concorda com o plano da IPPUL que é o de colocar monumento na pracinha da recem-inaugurada nova rotatória, homenageando apenas os colonizadores ingleses. Conhecedor da vida londrinense, desde os seus primeiros dias, Durães afirma que os britânicos não foram os primeiros que aqui chegaram.
Guarda reportagens de revistas de 40 anos atrás e tem dados colhidos na Biblioteca Municipal, além de documentos que provam, cronologicamente, que a família do Major Evergisto Capucho foi a primeira a chegar à região. Foi ela quem hospedou a comitiva de dom Pedro II, na ocasião em que Jataizinho foi a capital do Império pelo menos por 24 horas.
Os demais
E mais: antes do pessoal da Inglaterra, chegaram Mábio Palhano em 1922. Ele foi o primeiro comissariado de terras na região. Em 26, vieram Afonso Alves de Camargo, presidente do Estado, Bertoldo Durães e mais 70 sertanistas e apenas uma mulher, cujo nome é desconhecido. Em 1928, chegou Gustavo Avelino Correa, da Fazenda Guairacá. Em 28 chegou também o sr. Ivo Leão, proprietário do Mate Leão. Vieram ainda o barão de Priutselwitz, alemão, cujo filho, o conhecido Barão, tem bela fazenda até hoje na região de Londrina; o capitão Euzébio de Menezes, que foi um dos primeiros moradores de São Roque (hoje Tamarana) e que também foi fundador do distrito de São Luís. Arnoldo Bule também veio em 28. Já em 1929 aqui chegaram George Smith, brasileiro; Alberto Loureiro, português; Alexandre Rasgulaeff, russo; Erwin Froelich, alemão; Spartaco Bambi, brasileiro; e T. Maia, também brasileiro. O francês Ludovico Surjus chegou em 1930, bem como Hikoma Vaikara, japonês e Ian Frazer, inglês. Em 30, os imigrantes alemães fundaram o Heimtal, e os eslavos, a Warta. Em 31, vieram para Londrina Álvaro Godoi e irmãos, Eugenio Brugin, italiano e o austriaco Licha e família. Em 32, chegou o libanês David Dequech. Só em 1933 é que chegou o escocês Mister Thomaz e Willie Davids, que era brasileiro. Em 33, a região recebia o espanhol Celso Garcia Cid e os italianos Benato, Paglia e Juliani. O português Joaquim Barbosa pintou por aqui em 34. A família Ventura veio em 36, os Fuganti chegaram em 1937. O engenheiro russo Rasgulaieff veio para colocar o marco nas Três Bocas, futura Londrina.
Nações Unidas

J. PedroSecretário Mário Stamm Junior diz que ouvirá todas as idéiasPor isso, Valter Durães Monteiro acha que o monumento deve homenagear todas as nações representadas por estas pessoas que aqui chegaram primeiro. São os desbravadores, os verdadeiros pioneiros. Não só homenagear os ingleses, que, segundo ele, aqui vieram, inicialmente, pensando em plantar algodão em toda a região. Tanto que trouxeram Mister Thomaz, do Sudão, onde ele gerenciava a plantação e cotonifícios na África. Os ingleses já estavam plantando algodão, naqueles anos, nas regiões de Birigui e de Salto Grande, em São Paulo. Quem implantou o café por aqui foram os Durães e a família de Afonso
Alves de Camargo, o avô do atual deputado e ex-ministro Afonsinho Camargo.
A empresa dos ingleses na África chamava-se Sudan Cotton Sindicate.
Era dos Marcondes
As terras de Londrina em 1929 pertenciam à familia Marcondes, de Presidente Prudente, que haviam requisitado junto à presidência do Estado. Na verdade, o portal daqui foi Presidente Prudente. Alguns autores afirmam que os Marcondes foram posseiros na região. O que não é verdade, diz Valter D. Monteiro. Eles foram permissionários destas terras. Como não puderam cumprir o acordo assinado, junto a Caetano Munhoz da Roha, presidente do Paraná, na época, cederam estas terras para os ingleses, a preço de banana... Eram 315 mil alqueires, desde o local onde está a sede campestre do Grêmio Literário e Recreativo Londrinense até depois de Maringá. Os britânicos compraram o restante depois.
Será que merecem?
Será que os ingleses merecem a homenagem com monumento no centro da cidade?
Valter diz que o prefeito Antonio Belinati deveria pensar bem no assunto. Ele lembra que os ingleses proibiam, naquela época, o folclore brasileiro e festejos como o carnaval, bumba meu boi, folia de reis etc. E que torciam o nariz para a cafeicultura. O negócio deles era produzir algodão. Para abastecer os teares da indústria de Londres e outras cidades inglesas.
Os ingleses não foram tão bonzinhos com Londrina e região.
Esta cidade deve sobretudo aos brasileiros e as outras raças, a sua colonização e grandeza. Afirma-se que os ingleses aproveitaram para lotear e vender terras.
O caso Willie Davids
Willie Davids foi prefeito e é nome de praça em Londrina. Diz o londrinense Valter Durães Monteiro, que parece que os nossos historiadores, os pesquisadores do Museu da UEL, e professores não prestam muita atenção nos fatos. Ou ainda não foram despertados para isso. Willie Davids era deputado estadual na região de Jacarezinho. Não era inglês, como muita gente pensa e ninguém contesta. Era brasileiro, de Campinas. Era advogado e acabou eleito deputado estadual por Jacarezinho. E em Curitiba trabalhou para que o governo forçasse os Marcondes a negociar com os ingleses. Como prêmio, ao que parece, acabou sendo nomeado prefeito de Londrina. Portanto, já naquele tempo, o dando que se recebe era praticado. São Francisco parece mesmo ser o Santo preferido dos políticos. Até hoje. Por tudo isso, Valter Durães Monteiro acha que os ingleses podem até entrar na homenagem, fazer parte do monumento, mas na medida exata do valor que tiveram para a região. Tudo bem, lotearam, venderam, mas receberam. Estão pagos.
O que diz o IPPUL
O engenheiro Juan Carlos Monastério, diretor do Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbana de Londrina - IPPUL - afirmou que a idéia inicial é realmente homenagear os ingleses. Que o secretário Mário Stamm Junior decidiu que será feito concurso para todos os interessados participarem com projetos para o monumento. E que o IPPUL - vale dizer, Prefeitura - está procurando parceiros. Vão tentar o Banco HBSC Bamerindus, que tem parte de capital inglês. E que poderiam patrocinar a obra. O IPPUL, porém, está aberto ao debate e aceita novas idéias, disse Juan Carlos Monastério. Fica a pergunta: os ingleses foram mesmo os heróis que a região pensa que foram? Contrabaixista de Londrina
brilha nos Estados Unidos!

Arquivo pessoalEm Prades, na França, Waldir gravando para a Televisão Francesa, durante o Festival Pablo Casals. Ele deve ir à Suíça e ao Japão em 98.O contrabaixista Waldir Bertipaglia, que mora há cinco anos nos Estados Unidos, encontra-se em Londrina, de férias, visitando a família, e também a trabalho, pois já fez vários recitais, como os de Maringá, São Paulo e o solo com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Waldir é filho do casal Conceição-Anisio Bertipaglia e nasceu em Londrina.
Waldir mora em Kalamazoo, que fica entre Chicago e Detroit e estuda contrabaixo na Western Michigan University. Diz que toca até oito horas por dia entre estudos e ensaios. Faz natação pela manhã, para ter bom preparo físico. Cursa performance em música e tem entre os professores alguns que ganharam vários prêmios da Down Beat Magazine, revista especializada em julgar os melhores grupos e orquestras das universidades norte-americanas.
Gente do mundo todo estuda música nos Estados Unidos. Waldir Bertipaglia foi o primeiro contrabaixista a vencer o Concerto Competition, desde a fundação da escola de música da Michigan University. Além de participar de recitais solo e música de câmara, ele faz parte de algumas orquestras em Indiana e Michigan.
O contrabaixo dele é suíço, feito por Martin Hillman, em 1991, que o autor ofereceu de presente a Waldir, ao ouvir o londrinense tocar durante a convenção da Sociedade Internacional de Contrabaixistas, em Bloomington, Indiana. A última convenção foi em Houston, no Texas.
Entre os planos do músico londrinense está o de conseguir trabalhos com o duo que forma com Ben-Hur Cionek, pianista de Goierê, que é formado pela Academia Chopin, Varsóvia. Ben-Hur acaba de ganhar bolsa da Michigan University e viaja com Waldir Bertipaglia domingo vindouro. A esposa de Ben-Hur, Magda, pianista, também vai.
Waldir pretende fazer o teste para a Julliard, de Nova York, que é a escola de música mais famosa do mundo. A Julliard fica ao lado do Lincoln Center. Projeta estudar uns dois anos por lá. Os mais importantes músicos deste século passaram pela Julliard.
Kalamazzoo, onde o músico mora, é uma cidade universitária. Só a Michigan University tem 26 mil estudantes.
Waldir nunca foi discriminado por lá, por ser brasileiro. Pelo contrário: é muito respeitado por todos os professores e colegas norte-americanos e de outros países, pois lá estão estudantes do mundo tudo. Ele brinca e diz que se arrepende de não ter ido antes para os Estados Unidos.
O mercado para os músicos é extremamente competititvo, mas isso é bom, afirma ele, porque a qualidade dos conjuntos e orquestras e do músico em si é excepcional.
Os instrumentos mais caros são os violinos Stradivarius, que hoje em dia são peças de museu e de acervos particulares. Chegam a custar mais de um milhão de dólares.
Waldir Bertipaglia destaca o sucesso da cantora brasileira Cláudia Villela, que canta jazz entre os monstros sagrados desta música norte-americana. E pouco se fala dela por aqui. Além de bonita, é compositora, pianista e tem uma voz maravilhosa. Ela mora em Santa Cruz, perto de São Francisco. E tem dois CDs lançados por lá. Deve vir ao Brasil em novembro. Ela é carioca.
Uma experiência de Waldir, juntamente com o pianista Ben-Hur, recentemente, em cidades próximas a Goioerê: tocaram para uma platéia formada por pessoas
das mais cultas às mais simples. Gente que nunca tinha visto um contrabaixo ao vivo. Jamais haviam entrado em contato com a música erudita. Waldir tocou até sertanejo no contrabaixo, para provar que não existe barreira entre os mais
diversos tipos de música. Existe a boa ou a ruim. Ele diz que a maioria das pessoas subestima a própria capacidade que tem para apreciar um concerto ou apresentação de música que exige sensibilidade mais apurada.
Waldir elogia a Orquestra Sinfônica da UEL dizendo que o nível está excelente. Ele viu a performance dela no último Festival de Música e achou que
ela cresceu muito técnica e artisticamente. Quando voltar novamente pretende oferecer um recital aos amigos. FIQUE SABENDO
O Iate Clube de Londrina comemorou 39 anos de existência, sexta-feira da semana passada, durante baile concorrido, homenageando jornalistas, diretores, ex-comodoros, parceiros e gente que ajudou o Iate a ser a grande agremiação em que se transformou.
O comodoro Olimpio César Gonçalves e sua esposa Célia comandaram a noitada. Os bottons do Iate oferecidos aos homenageados levam o nome do falecido prof. Antonio Orlando Abdo, que era sócio e grande incentivador da agremiação. A esposa dele, Sandra Abdo, e os filhos lá estiveram e ficaram emocionados.
Encontrei o prof. Marco Antonio Moraes e o engenheiro Luis Sípoli, domingo, no Galpão Nelore. Moraes deixou o Colégio Delta, o que para mim foi uma grande surpresa. Ele é craque em física e matemática. E era um dos diretores do Delta.
E fala-se entre os estudantes que o prof. Renato Guarezzi, excelente em Química, estaria tendo o passe comprado a peso pesado por um outro colégio da cidade. Que tal um ranking dos principais professores de cursinhos ou de colégios da cidade?

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