Mil mutuários procuraram a Cohab
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terça-feira, 01 de agosto de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) pretende atender nos próximos três meses todos os mutuários beneficiados com a Campanha Escritura na Mão, lançada semana passada a partir da medida provisória 1.981/49, de 29 de junho. Na região, 11.504 contratos assinados até 31 de dezembro de 1987 poderão obter desconto de 90% em seu saldo devedor e quitá-lo com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o diretor-presidente da companhia em Londrina, Agnaldo José da Rosa, o acessso facilitado à escritura não vai dar prejuízo à Cohab. Os R$ 91 milhões que deixarão de ser arrecadados com o desconto serão trocados por títulos junto ao Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) que serão usados pela Cohab no pagamento do FGTS dos mesmos contratos. Com a otimização do pagamento economizaremos tempo e mão-de-obra administrativa sem sacrificar o mutuário, disse. A dívida dos mutuários com a Cohab-Londrina é de R$ 101.383.350,68 distribuída por 51 conjuntos habitacionais.
Conforme a medida provisória, as parcelas em atraso também poderão ser quitadas através da campanha, mas não com o dinheiro do FGTS. Nesse caso, elas serão incluídas ao saldo devedor e pagas à vista ou a prazo conforme interesse do mutuário. Na Cohab-Londrina elas equivalem a R$ 4.607.085,67.
Quem quiser aproveitar a oportunidade deve procurar a Cohab com uma cópia da carteira de trabalho, extrato do FGTS e documentos pessoais. De acordo com Agnaldo Rosa, a escritura deve ficar pronta em, no máximo, duas semanas e custará R$ 30,00.
Ontem, primeiro dia de atendimento ao público, cerca de mil pessoas procuraram a companhia. O programador de concreto, Romualdo Lino, era um deles. Morador do conjunto Mister Tomas há 15 anos, ele tem uma dívida superior a R$ 4.800,00 e oito parcelas atrasadas. Não compensa para eu vir aqui todo mês pagar R$ 34,00. A multa é pequena, por isso eu deixo acumular. Graças à campanha, Lino pretende se livrar das prestações que durariam ainda mais cinco anos.


