Microempresário achou primeiros objetos
O microempresário Dirlei Bortolanza, de 45 anos, nunca imaginou que encontraria tantos objetos estranhos no local onde costumava brincar quando era criança. O pai de Dirlei, um comerciante popular em Mandaguari nas décadas de 60 e 70, sempre levava os filhos para se divertir na zona rural. ''Eu tinha pouco mais de 10 anos e era tudo diferente. Hoje tem muito mato, naquela época era floresta mesmo. Achamos essa caverna por acaso'', contou.
O tempo passou e as incursões juvenis pela caverna também. Em 1998, junto com o bancário e amigo Maurício Menolli, achou a primeira e talvez mais significativa peça do acervo da caverna ele estima que o conjunto seja composto de mais de 60 peças. Na boca da gruta, visualizaram um tipo de carranca. ''Depois de muito tempo, decidimos fazer efetivamente a primeira exploração. Estávamos jogando pedra nos morcegos, saindo da caverna, quando vimos uma pedra com formato diferente''.
Depois disso, Dirlei e um grupo de amigos não pararam mais. As explorações se tornaram quase que mensais. ''Chegamos a montar acampamento para aproveitar melhor o tempo'', lembrou. A carranca foi enviada naquele ano mesmo ao Departamento de Arqueologia da Universidade de Campinas (Unicamp). ''Preciso ligar e saber se tem novidade''.
Dirlei também está apreensivo quanto ao desfecho do caso do contorno. ''Acho que a estrada não deve passar por aqui. A caverna é um patrimônio natural e representa a história de nossa região. Não podemos deixar que ela seja prejudicada''. (G.G)





