Londrina – O trabalho de castração e identificação eletrônica de animais domésticos já é feito, de forma gratuita, por entidades não governamentais de Londrina. Somente a Associação Defensora dos Animais (ADA) foi responsável no ano passado pela implantação de microchips em 1,5 mil cães e gatos. Os bichinhos foram colocados em feiras de adoção e só após ganharem um dono receberam o chip. Deste grupo, são poucos os que voltaram para as ruas. "Se estes animais forem abandonados e identificarmos quem são os donos, podemos abrir um processo contra essas pessoas. Isso as força a ter mais responsabilidade sobre o animal, ajuda a evitar novos abandonos", explica a presidente da ADA, Anne Morais.
Ela dá o exemplo de outra situação em que o chip pode ser bastante útil. "Num caso de atropelamento, os gastos com o atendimento no veterinário poderiam ser depois cobrados do dono do animal", pontua a voluntária.
A veterinária Ana Paula Moller Policeno, vice-presidente da ONG SOS Vida Animal, reforça que a microchipagem é importante porque aumenta o compromisso de quem adota um animal. No entanto, ela acredita que a medida não é suficiente para conter o abandono. Para ela, é preciso investir também em ações de conscientização.
De olho nisso, os voluntários da SOS Vida Animal têm investido em palestras junto à comunidade escolar. A ideia é mostrar para as crianças a importância da guarda responsável. "As pessoas precisam saber que o animal é bonitinho quando pequeno, mas que vai precisar de vacinas, alimento, cuidados e carinho ao longo da vida. É preciso ter um compromisso com ele por anos", enfatiza.
De dezembro de 2014 a janeiro deste ano, a SOS Vida Animal doou vacinas para 1,2 mil cães e castrou em torno de 100 animais. A entidade também promove feiras com a doação semanal de aproximadamente 30 animais, entre cães e gatos. (A.L.)

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