FIM DO MISTÉRIO Michês confessam assassinato de cônsul Walter Soares e Carlos Fraga mataram Miguel Fawor na quinta-feira, depois de um discussão por causa do preço do programa Mauro FrassonMauro FrassonDUAS VERSÕESCarlos Fraga (esquerda), de 19 anos, nega ter participado do homicídio. Ele disse ter apenas ajudado a esconder o corpo e limpar as manchas de sangue na casa de Fawor. Já Walter Soares, 25, afirma que Fraga participou do assassinato James Alberti De Curitiba Os michês Walter Machado Soares, 25 anos, e Carlos Rodrigo Pereira Fraga, 19 anos, confessaram ontem na Delegacia de Homicídios, em Curitiba, ter matado o cônsul de Portugal no Paraná e Santa Catarina, Miguel José Fawor, 42 anos. Os dois foram presos numa emissora de TV, momento antes de pedir auxílio jurídico ao apresentador e deputado estadual, Luiz Carlos Alborghetti. O cônsul morreu na noite de quinta-feira em sua casa, no bairro Batel, depois de receber golpes com um alteres na cabeça. O crime teria ocorrido após uma discussão por conta do preço do programa. Soares teria ficado desgostoso de receber apenas R$ 30,00, enquanto que o parceiro receberia R$ 100,00. Depois de ferido, o cônsul teria sido encapuzado, sentado em uma cadeira e obrigado a revelar a senha de sua conta bancária. Após sussurrar um número, teria caído morto. Na delegacia, Carlos Fraga negou ter participado do homicídio. Ele disse ter apenas ajudado a esconder o corpo e limpar as manchas de sangue na casa, depois que Soares cometeu o crime. Soares, no entanto, afirmou que Fraga participou do assassinato. ‘‘Ele desferiu o primeiro golpe’’, acusou. O delegado Fauze Salmen, titular da Delegacia de Homicídios, disse pouco se importar com qual dos dois desferiu o primeiro golpe. ‘‘O fato de um ter batido antes não me importa. Os dois participaram do crime’’, avaliou. Sem passagens criminais, os garotos de programa serão acusados de homicídio, ocultação de corpo e furto. Isso porque foi retirada da casa uma secretária-eletrônica, que poderia confirmar uma ligação telefônica de Fraga para o cônsul horas antes do assassinato. Antes da noite do crime, Fraga havia saído três vezes com o cônsul. Soares, uma. Os dois chegaram a casa de Fawor entre as 19 e 20 horas. O crime, segundo Fraga, aconteceu por volta das 20h20. Deste horário até as 24 horas, os dois michês trabalharam para apagar os indícios do crime. Limparam as manchas no quarto, arrancaram a secretária-eletrônica, levaram o corpo até a Serra do Mar, onde foi jogado num matagal. Depois, voltaram para Curitiba e abandonaram o Mercedes Benz Elegance, com placa oficial CC 4007, usado pelo diplomata, na Rua Sete de Abril, bairro Alto da Rua XV, em Curitiba. Conforme o delegado, os garotos esqueceram de apagar marcas de sangue no alteres, o que poderá dizer qual deles desferiu os folpes que matou o cônsul.

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