A dona-de-casa e produtora rural Vilma Gonçalves Zanirato entrou em contato com a Folha, ontem, e solicitou que fosse feita uma retificação em parte de seu depoimento, divulgado na primeira reportagem da série sobre violência urbana, na última terça-feira. No depoimento, ela havia dito que um dos fatos que lhe causaram tristeza após a morte do marido por assaltantes teria sido ‘‘a falta de apoio dos vizinhos, que sumiram.’’
Vilma Zanirato esclarece agora que houve um mal-entendido: ‘‘Foram alguns ex-amigos da família, e da empresa onde meu marido trabalhava que sumiram; e não os meus vizinhos, que continuaram me dando muita força e foram como verdadeiros parentes para mim e para o meu filho.’’
Ela é viúva de Luiz Roberto Zanirato, que foi assassinado a tiros, por assaltantes, no portão da casa dele, no jardim Shangri-lá (zona oeste), em julho de 1996. Ele era vendedor de estruturas metálicas para cobertura de quadras esportivas e armazéns de produtos agrícolas.
Luiz Roberto Zanirato tinha 43 anos de idade. Dois dos cinco assaltantes foram presos e condenados. Um foi morto pela polícia numa cidade do interior de São Paulo. Os outros dois ainda não foram encontrados pela polícia.

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