Apenas depois de cinco anos e após passar por diversos médicos e psicólogos uma advogada que prefere não se identificar conseguiu diagnosticar a dislexia do filho. ''Quando era criança ele era calado e gostava de brincar sozinho. Eu e meu marido achávamos que era uma característica da personalidade dele. Somente depois que começou a frequentar a pré-escola, aos três anos, é que percebemos sua dificuldade na aprendizagem.''
Segundo ela, o filho trocava palavras na hora de falar e escrever. ''Por causa disso ele era chamado de burro e retardado na escola e passou a ficar isolado até que ficou depressivo'', revela.
A mãe diz que o menino foi levado a diversos médicos e psicólogos. ''Ele foi diagnosticado com deficit de atenção. A sorte foi que ele estudava em uma pré-escola que tinha um método individual de ensino e graças a isso conseguiu ser alfabetizado'', avalia.
O diagnóstico de dislexia foi feito somente aos 11 anos. ''Comentei o caso com a coordenadora pedagógica da escola em que minha filha estudava e na hora ela me disse que meu filho tinha dislexia. A comprovação foi feita por uma equipe multidisciplinar.'' Ela disse que a partir daí tudo mudou na vida do filho. ''Quando ele saiu do consultório com um exame confirmando que tinha inteligência acima da média e que seu problema era dislexia, ele resgatou sua autoestima.''
Ela diz que a psicopedagoga ensinou ao filho um novo método de estudos e, após superar o transtorno, se mostrou um excelente aluno. ''Ainda cursando o 3º colegial ele foi aprovado no vestibular para Medicina Veterinária e hoje está no segundo ano do curso. O problema de isolamento social também foi resolvido e atualmente ele tem vários amigos. Conto meu exemplo para que outros pais também não desistam de seus filhos.'' (M.R.)

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