Além dos outros tipos de insulina, os diabéticos querem que o SUS forneça as fitas reagentes usadas nos exames de controle de glicemia e as seringas. Cada fita custa de R$ 1,50 a R$ 2,00 e, segundo os doentes, é preciso fazer o controle várias vezes por dia. O teste de glicemia é feito através de um gota de sangue colocada na fita reagente. A fita é inserida num aparelho especial, que mostra na hora a taxa de glicemia. Através desta leitura os pacientes calculam qual a dose de insulina que precisam tomar. As seringas custam R$ 0,80 cada.
''Meu filho tem nove anos e já entrou em coma quatro vezes. Preciso fazer o controle da glicemia dele três ou quatro vezes por dia. Como o SUS não fornece as fitas reagentes, sou obrigada a comprar'', contou Vera Lucia Scaboro.
A falta da fita quase causou a morte de Emily Ortega, 15 anos. Ela mora em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina) e o hospital daquela cidade não tem o produto. '' Eu já estava entrando em coma e só fui salva porque minha avó, que também é diabética, emprestou a fita para o teste''.

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