Um dos acolhimentos feitos recentemente pelo CAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) foi de uma londrinense, mãe de cinco filhos, que por dois anos sofreu agressões do ex-marido. A vítima chegou até o serviço após os filhos serem encaminhados para abrigos pelo Conselho Tutelar em razão de um período de internação, decorrência da última agressão física sofrida, em dezembro de 2018.

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"Meus filhos tinham ficado com uma amiga e quanto voltei do hospital eles não estavam mais lá. Para mim aquilo foi um choque muito grande e o próprio conselho me orientou a procurar o CAM para sair daquela situação. Foram três dias de sofrimento sem meus filhos. Hoje estão comigo", relata. "Meu ex-marido me agredia, pisava na minha barriga quando estava grávida, falava que ia matar minha filha. Entrei em depressão", conta.

No Centro de Referência de Atendimento à Mulher ela vem recebendo acompanhamento psicológico e social. Para se manter segura está vivendo em um abrigo com os filhos. "Quando minha última filha nasceu, no ano passado, já tinha medida protetiva contra ele, porém entrou na minha casa e me ameaçou. Acabou preso em flagrante e atualmente usa tornozeleira eletrônica", lembra. O agressor é usuário de drogas. "Ele me batia quando não fazia uso das drogas."

Decidida a esquecer o que passou e encontrar uma nova vida junto com os filhos, longe de um ambiente de agressão doméstica, ela não quer voltar a morar na antiga residência, onde tudo acontecia. "Quero começar do zero. Muitas vezes a mulher é agredida a primeira vez, o homem pede desculpas, ela perdoa, porém ele vai fazer de novo, pode ter certeza. O melhor caminho é procurar ajuda e não olhar para trás ou para lado. Somente em frente", estimula. (P.M.)

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